Um estudo publicado no jornal médico norte-americano Pediatrics contabilizou, em 10 anos, 200 mil situações em que houve administração errada de medicamentos, sendo que 30% dos episódios envolveram crianças com menos de seis anos.

A investigação baseou-se na análise de registos de 2002 a 2012 do National Poison Database System, uma base de dados que compila casos de envenenamento nos Estados Unidos.

De acordo com a investigação, dos casos infantis, 25% envolveram crianças com menos de 1 ano. Durante o período de análise, 25 crianças morreram e mais de 4500 foram hospitalizadas.

Cerca de 82% dos erros contabilizados no estudo referem-se a medicamentos líquidos, enquanto apenas 14,9% envolvem cápsulas e comprimidos.

Ao todo, 63 mil crianças e jovens, com mais de 6 anos, foram afetados por erros de medicação, fora do hospital, e na maior parte das situações em casa.

"Alguns dos erros tiveram graves consequências", disse o Dr. Huiyun Xiang, diretor do Center for Pediatric Trauma Research no hospital pediátrico em Columbus, Ohio.

Desde 2007 que a autoridade norte-americana para os medicamentos faz recomendações, apoiada pela Academia Americana de Pediatria, contra o uso de medicamentos para a tosse e constipações em crianças com menos de seis anos, por falta de evidência científica sobre a sua eficácia e segurança.

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