Exercícios de respiração e técnicas de relaxamento poderão ser suficientes para a ajudar a passar pela experiência ou então poderá ser necessário algum tipo de medicação que alivie as dores do parto. Veja em seguida alguns aspectos que deve considerar para tomar a sua decisão:

• A maioria das mulheres opta por algum tipo de analgésico durante o parto. Por exemplo, num inquérito do BabyCenter, 64% disseram que usaram algum tipo de analgésico para atenuar a dor do parto. Alguns médicos calculam que este número pode chegar a 80 ou 90%. Cada mulher tem uma experiência de dor diferente e cada parto é um parto. Não é uma mãe menos valorosa se optar pelos analgésicos.

• Se ainda não tiver decidido, inscreva-se numa aula de preparação para o parto. Os formadores falam normalmente das opções de alívio da dor, incluindo possibilidades sem medicamentos, como as técnicas de respiração e relaxamento.

• Quer decida usar analgésicos durante o parto ou esteja empenhada em ter um parto natural, lembre-se de que tem o direito de mudar de ideias durante o trabalho de parto – até certa altura. Quando é alcançada uma determinada fase da dilatação, é geralmente demasiado tarde para administrar fármacos.

• O analgésico mais popular para as dores de parto, a epidural, é administrado com um cateter no fundo das costas. Uma vantagem da epidural é que a maioria das mulheres continua a sentir as contracções e a participar na experiência do parto, sem sentir a parte mais dolorosa das contracções. Mas existem muitas opções com diferentes formas de analgésico durante as diferentes fases do trabalho de parto, por isso, se sentir dores e quiser que lhe seja administrada alguma medicação, fale com o anestesista quando chegar ao hospital.

• Uma epidural requer normalmente outras intervenções, como a introdução de soro por via intravenosa e um monitor fetal. Antigamente, os médicos acreditavam que a epidural abrandava o trabalho de parto e aumentava o risco de cesariana, mas um estudo recente publicado no New England Journal of Medicine determinou que as primeiras epidurais reduziam na verdade o trabalho de parto em cerca de 90 minutos e que não aumentavam a necessidade de cesariana.

• Não existe qualquer investigação conclusiva sobre os efeitos dos fármacos administrados no parto sobre os bebés, mas estudos demonstram que parte da medicação alcança o bebé – com efeitos muito variáveis. Alguns estudos mostram que os bebés nascidos com epidural podem ter problemas em fazer a pega do peito e outros problemas de amamentação, enquanto os analgésicos narcóticos, como o Demerol, foram associados a efeitos secundários no feto, como depressão do sistema respiratório e nervoso. Se estes potenciais efeitos secundários a preocupam, converse com o seu médico e com o anestesista do hospital.

• Muitas mulheres imaginam um parto "natural" sem medicamentos – no entanto, a verdade é que ter um filho dói e a medicina moderna dispõe de formas para aliviar o incómodo da mulher.

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