Transforme-o num ecologista de palmo e meio. É fácil e divertido e pode ser uma forma de vos aproximar ainda mais!

Costuma levar o seu filho ao parque infantil perto de casa ou ao supermercado para comprar duas ou três coisas de que se esqueceu? Pois não pegue nas chaves do carro.

Experimente ir com ele a pé e, no caminho, aproveite o momento para lhe falar do planeta, da poluição, do aquecimento global e do buraco de ozono.

Esta é uma entre tantas outras ideias que pode por em prática no seu dia a dia e assim ensinar o seu filho, desde cedo, a respeitar e a preservar o planeta onde ele vai crescer. A seguir, encontra mais algumas sugestões que ele vai adorar:

Visitar uma quinta pedagógica

É um programa divertido para toda a família e particularmente educativo para as crianças. O contacto com animais e com o meio ambiente num estado mais natural torna-os mais conscientes do meio que o rodeia e mais conscienciosos dos seus atos. Afinal, é muito mais fácil respeitar aquilo que conhecemos, certo?

Limite as impressões

Provavelmente já se aborreceu com o seu filho porque gasta muitos tinteiros e papel. Infelizmente, não é a sua carteira a única a sair prejudicada.

Faça-lhe ver que uma larga percentagem das impressões que ele faz são totalmente desnecessárias. Já agora, aplique a mesma disciplina a si própria. Ele não fará nada que você não faça.

Fechar a torneira quando lava os dentes e o chuveiro quando lava o cabelo

O hábito de deixar a torneira ou o chuveiro abertos enquanto faz a sua higiene diária, é muito comum. Faça uma experiência com ele, de maneira a mostrar-lhe o desperdício gerado por um simples gesto.

Quando for altura de ele lavar os dentes, leve um alguidar para o lavatório e coloque-o debaixo da torneira aberta até ele terminar. Desta forma, ele terá a noção de quanta água desperdiçou. No final, mostre-lhe como essa água pode ser reaproveitada.

Separar o lixo em casa e explicar-lhe o que é a reciclagem

Se ainda não tem, compre um ecoponto doméstico e ensine-lhe a correspondência entre as cores e o tipo de lixo. Para tornar a tarefa mais divertida, faça parecer que é um jogo:

«E esta lata de ervilhas vai para a cor...», lance-lhe o repto. Explique que separar o lixo em casa é a primeira fase da reciclagem. Depois, fale-lhe sobre o assunto.

Tenha sempre um saco plástico para guardar o lixo no carro ou quando vão à praia. Na hora de o despejar, separe vidros, papéis e embalagens.

Ensiná-lo a desligar luzes e aparelhos quando não está presente

Uma televisão em modo de stand by está a gastar energia, o carregador do telemóvel ligado na tomada também. Uma lâmpada ligada numa divisão da casa vazia é desnecessária. O problema das energias não renováveis começa aqui. Porque não lho há de fazer ver?

Aplicar a máxima «nada se perde, tudo se transforma»

Não o deixe acumular brinquedos no quarto e roupas que já não lhe servem no roupeiro. Periodicamente, incite-o a escolher alguns brinquedos com que já não brinque muitas vezes para oferecer a uma instituição de caridade.

Faça o mesmo com a roupa. Juntos, deem uma volta pelo roupeiro e separem o que já não lhe serve ou que já não combina com a sua idade. Explique-lhe que outros meninos ficarão muitos felizes e irão agradecer-lhe o gesto.

Usar as duas faces das folhas de papel

Um rabisco amarelo é um sol. Pega noutra folha e dois círculos pretos é ele andar de bicicleta… Exercitar a criatividade é bom para ele, mas não os deixe gastar tanto papel. Faça-o desenhar nas duas faces.

Se o seu filho adora brincar com papéis, incite-o a fazer recortes com as brochuras de publicidade que enchem a sua caixa de correio.

Ajudá-lo a fazer o seu mini-jardim

Desafie o seu filho a ter o seu próprio jardim. Vá com ele a um horto, compre uma floreira de tamanho médio, terra e dê-lhe a escolher três ou quatro plantas que lhe agradem.

Em casa, ajude-o a transplantá-las para a floreira e explique-lhe os cuidados básicos que deverá ter com elas. Pelo meio, ensine-lhe, de uma forma simples, a importância das plantas e árvores na produção de oxigénio e os perigos da desflorestação.

Texto: Alexandra Pereira