Depois de 25 anos de carreira, Licínio França está no fundo do poço. O actor e cantor não tem trabalho estável há dois anos e, desde que foi despejado de casa, esteve a dormir na rua até a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa lhe ter dado um tecto.

O artista desabafou com a revista "TV7 Dias" desta semana, na esperança de que alguém se comova e lhe dê trabalho: "Precisava de alguém que me ajudasse, que me desse um boneco para fazer... até ia fazer-me bem à saúde. Nem peço grandes papéis, mas umas coisinhas", diz ele.

Licínio França lançou-se como cantor em 1974, venceu mais tarde um Festival da Canção de Lisboa e fez várias digressões pela Europa e pelos Estados Unidos. Em 1983, teve uma participação no musical "Annie" como actor, mas só em 1988 começou a vingar na representação, no "Eu Show Nico", de Nicolau Breyner. Trabalhou com Herman José e recentemente fez participações nas telenovelas "Floribella" e "Feitiço de Amor".

Segundo ele próprio revela, depois de se ter divorciado da actriz Noémia Costa, com quem esteve casado mais de 20 anos, a situação degradou-se ainda mais. E não apenas no aspecto financeiro. É que vários desentendimentos familiares - supostamente traição e vício no jogo por parte dele - levaram a um corte total de relações com a ex-mulher e a filha, a cantora Joana França. "Estou na miséria e tento lutar todos os dias contra isto", lança ele.

Licínio França vive num quarto numa instituição da Santa Casa e depende das refeições da "sopa dos pobres" para sobreviver. Mas ainda não perdeu as esperanças de ver melhores dias: "Há-de haver uma hora em que alguém da RTP me vai ligar para um papel. Tenho de conseguir sair disto!"

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