Ator, produtor e autor, Michael Caine faz hoje 85 anos com a mentalidade que sempre teve. "Temos de fazer com que cada momento conte. Temos de começar a viver a nossa vida ao máximo desde que nos levantamos de manhã. Não nos podemos sentar à espera da morte", afirmou, em 2011, a The Talks, um site de entrevistas. Maurice Joseph Micklewhite Jr. nasceu a 14 de março de 1933 em Rotherhithe, nos arredores de Londres, em Inglaterra.

Em 1952, chamado a cumprir o serviço militar, foi fusileiro na Alemanha e depois soldado na Guerra da Coreia. Foi nessa fase que o medo da morte mais o assolou, como admitiria mais tarde. No regresso a casa, o receio desapareceria. "Há mais de 60 anos que não tenho medo de morrer", assegura. Depois do conflito armado, trabalhou como secretário de arquivo e mensageiro. Um anúncio a pedir um assistente de palco mudar-lhe-ia a vida.

O emprego na companhia teatral Westminster Repertory Company exigia que também tivesse de atuar no palco do Electric Theatre em Carfax. Na altura, adota Michael Scott como nome artístico. Aos 21 anos, muda de companhia. Em 1954, parte para Londres em busca de novas oportunidades. O primeiro agente obriga-o a escolher outro nome. Passa a chamar-se Michael Caine, por causa do filme "The Caine mutiny", em cartaz.

Dois anos depois, estreia-se no cinema, em "A hill in Korea". A partir daí, nunca mais parou. "Quando comecei, fiz tudo o que eram filmes sangrentos porque só tive êxito a partir dos 30 anos", reconhece, contudo. "Na altura, estava falido", admite. "Fiz muitos filmes que não eram bons só porque me pagavam bem. Foi assim que aprendi [a ser ator]", assume. "Hoje, faço o que quero, quando quero, com quem quero e onde quero", garante o ator.

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