Não tem papas na língua nem problemas em assumir o que lhe vai na alma. Rogério Samora aceitou integrar o elenco da segunda temporada da telenovela "Nazaré", um dos êxitos da SIC, mas sentiu-se enganado durante as gravações por causa das novas regras impostas para travar o surto viral de COVID-19, como assume em entrevista exclusiva à edição desta semana da revista TV Guia. "Acho que uma novela sem beijos, sem abraços e sem toque não é uma novela. É uma coisa híbrida", critica o ator.

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"Sem isso, é estranho, mas foi uma experiência", assume. "O que sinto é que, com este projeto, me venderam gato por lebre. Disseram-me que íamos ter mais tempo e que ia ser tudo mais lento mas, ao fim de um mês, esquecemos isso tudo porque era preciso acabar [de gravar] por causa de estruturas e financiamentos. E, depois, senti que, desta vez, houve mais pressão por parte da produção e dos assistentes de realização para que o trabalho se fizesse e a pressão não é boa para quem trabalha com emoções. Aliás, não é boa em lado nenhum. Deixamos de ser seres humanos e passamos a ser máquinas", condena Rogério Samora.

"Senti-me como um cavalo a ser chicoteado", confessa o artista, que tem um contrato de exclusividade com a SIC até ao fim do ano. "Estamos em tempo de decisões", admite. A caminho dos 62 anos, o ator continua a viver sozinho por opção. "Começo uma relação e começo logo a pensar como é que vou acabar com aquilo. A razão é simples. Não gosto de prisões e, a bem ou a mal, o amor é uma prisão e bem grande", considera. "Eu, hoje, basto-me a mim próprio. Aprendi isso na terapia que fiz", confidencia.

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