Pedro Chagas Freitas escreve carta aberta à EDP, que divulgou esta tarde nas redes sociais. Em tempo de isolamento social por causa da pandemia de covid-19 que está a afetar o mundo, o escritor, nascido em Azurém, no concelho de Guimarães, apelou à empresa fornecedora de gás natural, eletricidade e serviços energéticos para não cobrar ou reduzir o preço da energia elétrica. "Se não sabem, ficam a saber, Portugal está em estado de emergência", digitou.

"Se não sabem, ficam a saber, grande parte dos portugueses está, não porque queira, em casa. Se não sabem, ficam a saber, esses portugueses estão, por isso, a consumir muito mais energia elétrica. Se não sabem, ficam a saber, uma parte desses portugueses tem, nesta fase, rendimentos bastante reduzidos ou até nulos. Se não sabem, ficam a saber, é nestas alturas que se vê a grandeza das pessoas e, claro, das empresas. Lanço, então, um apelo simples", escreveu.

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"Não cobrem ou, pelo menos, cobrem só uma percentagem. Ou reduzam tarifas. Ou passem todas as horas para a tarifa de hora morta. Ou qualquer outra solução que vos passe pela cabeça para amenizar este choque que no final do mês (dos meses) vai atacar milhares (milhões) de portugueses. Se perderem margem de lucro, se no final do ano o vosso relatório de contas mostrar que não vão distribuir dividendos tão volumosos como quase sempre, digam aos accionistas que este ano fizeram mesmo aquilo que preconiza o vosso lema: distribuíram energia às pessoas. Vão ver que elas vão agradecer", acredita o escritor vimaranense.

Nos comentários da publicação, são muitos os que elogiam a iniciativa. "Podem reduzir as tarifas porque somos um dos países da Europa com a eletricidade mais cara", apoia Sara Marto. "Concordo a 100% e já partilhei este discurso brilhante", revelou Andreia Monteiro. "A intenção é boa e não custa tentar. No entanto, para estes senhores, por norma, em primeiro [está] o lucro e [só] depois a saúde e o bem estar do ser humano", reagiu Bruno Lopes.

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