Depois de ter marcado presença no 'Dia de Cristina', na passada quarta-feira, onde falou sobre a luta contra a Covid-19, Joaquim Sousa Martins voltou a recordar esta fase na manhã desta segunda-feira, no 'Especial 24', da TVI24.

"Faz hoje quatro semanas que acordei com a cabeça pesada, nariz entupido, e eu tenho sinusite, portanto, ao primeiro dia não dei grande importância a esse sintoma que tenho há mais de 20 anos", começou por lembrar.

"Ao segundo dia, na terça-feira, cai de cansaço no sofá, este foi um sintoma que a sinusite não traz. E em casa, resolvemos fazer de imediato o teste, na quarta-feira, porque acima de tudo temos duas crianças em casa, temos mais velhos na nossa vida e temos os nossos companheiros e colegas de trabalho. Portanto, tínhamos que proteger toda essa comunidade", acrescentou, referindo que a mulher também fez o teste na altura.

"Eu dei positivo e a minha mulher deu negativo. Entrei imediatamente em confinamento e os meus dias foram relativamente fáceis. Diria que de quinta-feira até domingo foram dias fáceis", recordou. "Sentia uma quebra física, muito cansaço em qualquer coisa que fazia", continuou, explicando que a luta não foi sempre fácil.

"Este é um alerta que deixo às pessoas. Não é o fim do mundo, mas é algo complicado porque nunca na vida me senti tão doente. Para tentar explicar aquilo que senti, junto uma gripe a uma intoxicação alimentar", salientou.

Joaquim Sousa Martins contou ainda que teve febre, pouca tosse, e não teve falta de ar. No entanto, a mulher teve falta de ar, "o que é assustador". O jornalista explicou que inicialmente a mulher testou negativo, mas passado 24 horas começou a ter alguns sintomas, fez o teste e recebeu o resultado positivo.

"Conseguimos, acima de tudo, proteger duas crianças que temos em casa. Testaram negativo as duas vezes. Mantivemos uma política bastante rigorosa de isolamento. Sei bem que, felizmente, temos condições em casa que nos permitem fazer esse isolamento direto. As crianças estavam num andar e nós estávamos noutro. Elas só iam à cozinha para as refeições e subiam imediatamente. Nós nunca dormimos no mesmo piso que as crianças. Durante 15 dias não nos vimos", partilhou.

"Cada vez que ouvia os miúdos a descerem as escadas pensava: se nós vivêssemos num T2 ia ser complicado. Percebo e entendo muito bem as dificuldades que as famílias têm em gerir todo este lado da doença. É muito complicado", acrescentou.

Mas não ficou por aqui. "A sensação que nós temos é de quem tem medo de andar de avião e vai fazer uma viagem de 12 horas, as pessoas vão 12 horas em sofrimento que acham que o avião vai cair. Estás 15 dias sempre a pensar que o teu avião pode cair", frisou, partilhando o seu testemunho.

Apesar de ser uma pessoa cuidadosa, o jornalista não deixou de confessar que "pecou algumas vezes no verão". "Fui a jantares e almoços com os meus amigos, a minha família. Tenho um cuidado muito grande no trabalho e o nosso protocolo aqui na TVI felizmente funcionou porque eu não contaminei ninguém. Não sei onde apanhei o bicho, não estive com ninguém que historicamente tivesse testado positivo", destacou, referindo que o único comportamento que possa ver como menos bom é o facto de tirar a máscara e meter no bolso.

"Peço as pessoas para terem cuidado é com a máscara. Eu tiro a máscara e meto-a no bolso, se calhar, comportamento errado, pode ter sido por aí, não faço a mínima ideia. Mas, de facto, não pequei muito nos últimos dias antes de testar positivo, não pequei, e o que é certo é que aconteceu", salientou, realçando a importância de se cumprir as normas de segurança.

"Não vai ser com um milagre que vamos curar este vírus, não vai ser com as políticas governamentais, nem vai ser por decreto. Cada um de nós é que tem de contribuir", rematou.

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