Nasceu a 22 de maio de 1970 em Londres e é uma das manequins mais bem sucedidas de sempre. Naomi Elaine Campbell faz hoje 50 anos mas ainda não pensa em abandonar as passarelas. Na apresentação das coleções de primavera/verão 2020 e de outono/inverno 2020/21, desfilou para criadores de moda como Tommy Hilfiger e Kenneth Ize e, só este ano, apesar da pandemia viral de COVID-19 que confinou o mundo, a inglesa fez três editoriais de moda e uma campanha publicitária.

Neste espaço de tempo, foi capa de quatro livros e revistas, incluindo a prestigiada Vogue Hong Kong. Modelo, atriz e empresária, Naomi Campbell tinha apenas sete anos quando apareceu no vídeo do single "Is this love" de Bob Marley, lançado em 1978. É a única top model da década de 1990 que mantém uma carreira ativa, ao contrário do que sucede com Linda Evangelista, Claudia Schiffer, Kate Moss, Cindy Crawford e Christy Turlington, que deixaram de desfilar há muito.

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Tinha 15 anos quando, em 1985, foi descoberta pelo olheiro Beth Boldt, o dirigente da agência de modelos Synchro. Na altura, estudava representação na Italia Conti Academy of Theatre Arts. Andava a ver montras em Covent Garden quando atraiu as atenções do futuro patrão. Pouco depois, surgia na capa da edição britânica da revista Elle, a primeira das mais de 500 que fez até hoje. Ainda não tinha feito 16 anos. A partir daí, nunca mais parou. Desde então foi fotografada pelos mais prestigiados fotógrafos da indústria, como Mario Testino, Mert & Marcus, Nick Knight e Peter Lindbergh. E também desfilou e/ou colaborou com os melhores.

Foi o rosto da Calvin Klein, da Burberry, da Yves Saint Laurent, do perfume Coco Mademoiselle e da Missoni e deu vida a criações de Alexander McQueen, Longchamp, Dior e Louis Vuitton. Também desenhou coleções cápsula para a Top Shop e a Equipment. Em 1994, gravou um disco, "Baby woman". Apesar de ter sido um fracasso no Reino Unido, mesmo com críticas positivas, foi um êxito no Japão e vendeu um milhão de exemplares em todo o mundo.

Nesse mesmo ano, Naomi Campbell lançou um livro, "Swan" mas não foi ela que o escreveu. Foi uma escritora fantasma, como se viria a descobrir posteriormente. Em 1999, desenvolveu, em parceria com a Procter & Gamble, o primeiro dos 25 perfumes que lançou até hoje. "Ganho muito dinheiro e valho cada cêntimo", admitiu numa entrevista. A par do talento para a moda e da veia para o negócio, a modelo também é conhecida pelo seu temperamento.

Entre 1998 e 2009, foi condenada por quatro vezes, acusada de agredir empregados, parceiros comerciais e pessoas com as quais se incompatibilizou. Uma das vítimas, um dos seus assistentes pessoais, não se conseguiu desviar do telemóvel que lhe atirou. No aeroporto de Heathrou, em Londres, pontapeou e cuspiu dois polícias. "Sou mandona", assumiu noutra ocasião. "Não gosto da palavra reforma. Quando me deixar de apetecer trabalhar, deixo de o fazer, avisa.

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