Madonna assumiu a paixão pelo fado no concerto de ontem à noite e ainda fez uma confissão surpreendente aos (muitos) fãs que não perderam o regresso da artista aos palcos nacionais após sete anos de ausência. Em Portugal para oito espetáculos, a cantora norte-americana de 61 anos dá a entender que vai continuar a residir em Lisboa após a atual digressão e, ao longo da noite, foram muitos os elogios ao país para onde se mudou nos últimos dias de agosto de 2017.

"Adoro comer bacalhau e beber vinho do Porto", revelou a artista. "Ela chegou mesmo a dizer que o bacalhau é o prato favorito dela. E afirmou que adora a Comporta e que gosta de ir para lá andar a cavalo", confirmou ao Modern Life Luís Faleiro Ferreira, um dos admiradores que assistiu à primeira das oito atuações de Madonna em Portugal. A canção nacional também foi elogiada pela intérprete de "Vogue". "O fado é tão só a música mais bonita do mundo", afirmou.

"Ela disse que tentou explicar, nos espetáculos que deu nos EUA, o que era o fado e agora estava contente porque, finalmente, nestes concertos não tinha de o fazer porque, em Portugal, todos sabem o que é", revela Luís Faleiro Ferreira. No primeiro show da digressão "Madame X tour" em Lisboa, que pode (re)ver de seguida, Madonna aproveitou ainda para homenagear a fadista Celeste Rodrigues, bisavó do guitarrista português Gaspar Varela, que a acompanha na tournée.

Pouco depois de se ter mudado para Portugal, Madonna teve a oportunidade de, por diversas vezes, ouvir Celeste Rodrigues, falecida a 1 de agosto de 2018, cantar. "Só à terceira vez, é que ela reparou em mim e cantámos juntas. Mas não foi um fado. Foi uma canção do Elvis [Presley]", recordou a artista americana que, pouco depois, partilhou um vídeo do momento inusitado nas redes sociais. "Can't help falling in love" foi, na altura, a canção escolhida.

Madonna em Portugal
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Depois de lembrar esse episódio, Madonna cantou um excerto da canção à capela e chamou ao palco Gaspar Varela para interpretar "Fado pechincha", que Celeste Rodrigues também cantou. "Foi ele que me convenceu a cantar esta canção", assumiu a intérprete de "Papa don't preach", "Like a prayer" e "La isla bonita". O público reagiu entusiasticamente. "Não é preciso ficarem tão excitados", interrompeu a cantora, que só começou a interagir com o público depois "God control" "Dark ballet" e "Human nature". No fim da canção, as filhas adotivas Estere, Stella e Mercy subiram ao palco e juntaram-se a Madonna.

"Essa secção do concerto é toda ela muito interventiva. Ela revelou que uma das coisas que mais relembra às suas filhas é que não devem tomar a liberdade como algo garantido", afirma Luís Faleiro Ferreira. "Depois, Madonna muda de roupa ali mesmo em palco, por detrás de um biombo, enquanto fala com o público e vai brincando com o facto das pessoas não terem os telemóveis [fechados num saco selado à entrada no Coliseu dos Recreios]", acrescenta ainda.

"Têm saudades dos vossos telefones? Já estão com saudades de publicar fotos no Instagram? Eu também! Mas é tão melhor olhar para as vossas caras do que para os vossos telemóveis", desabafou a artista antes de cantar "Vogue", "I don’t search I find" e "Batuka", a canção que compôs depois de conhecer as cantoras de origem africana que integram a Orquestra de Batukadeiras de Lisboa e que a acompanham na digressão internacional que termina em Paris.

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