Foi na antestreia de 'Rabo de Peixe', esta terça-feira, dia 23 de maio, que o ator recordou os dias anteriores a este evento: a sua estreia no Festival de Cannes que, descreve, "foi ótimo, incrível".

O ator esteve em França na semana passada para a 76.ª edição do aclamado festival de cinema e falou aos jornalistas sobre esta experiência única.

"Apesar de conhecer o festival, nunca lá tinha ido e não tinha noção daquilo que ia viver. Acho que ter sido o projeto que foi, com o Pedro Almodóvar, também torna a coisa mais especial e muito maior, tenho essa noção", relatou.

"No dia a seguir depois de tudo acontecer, que era o dia das entrevistas, acordei e comecei a recordar os últimos anos todos e os anos mais difíceis, as dificuldades que fui tendo como ator, as poucas horas de sono, os primeiros projetos, a primeira vez que faço um projeto teatral com o Carlos Avilez… Parece que fiz quase uma viagem na minha cabeça de tudo", contou.

"Foi mesmo especial e sei que há sempre um bocado de sorte nisto tudo, isso é inegável, mas acredito que a sorte constrói-se. Não dizendo isto de uma forma negativa, mas a sorte constrói-se e os momentos que me vieram à cabeça foram esses em que dormia três ou quatro horas em cada noite porque tinha novela, teatro e ainda fazia a noite de cinema até de madrugada. Fazia as três coisas. E esses momentos em que duvidava que, se calhar, não devia estar a fazer aquilo, que, se calhar, aquilo não ia a lado nenhum. De repente, acordas naquele sítio, com aquelas pessoas e percebes que valeu a pena. É extraordinário. E depois tem o lado profissional, que é mais uma conquista especial. É uma curta, mas é uma curta do Almodóvar", realçou.

José Condessa destacou ainda as críticas que lhe fizeram chegar sobre a curta-metragem, prática a que em Portugal "não estão habituados". "Muitas delas era 'sabe a pouco', no sentido de que apetecia ver mais, e isso é a melhor coisa que podem dizer do nosso trabalho", fez sobressair.

Sobre a aposta numa carreira internacional, o ator, de 25 anos, confessou que gostava de continuar a ter oportunidades lá fora, mas nunca deixando o seu país.

"Quero sempre trabalhar a partir de Portugal, não quero deixar de trabalhar no meu país. Gostava muito de continuar a trabalhar fora, abraçar estes projetos como sempre fiz até aqui - fosse no Brasil, Espanha ou noutro sítio -, mas quero muito continuar a trabalhar no meu país. Acho que isso é importante e fazer parte desta mudança que acho que vai existir cada vez mais, e este ‘Rabo de Peixe’ é um exemplo disso. Uma mudança na ficção nacional e fazer parte dessas novas gerações, e antigas também, que levam Portugal para o mundo. E sem ter de ser irmos para outro sítio e deixar de fazer a nossa ficção", explicou.

Falando sobre 'Rabo de Peixe', série escrita e criada por Augusto Fraga e com a realização de Fraga e Patrícia Sequeira, José Condessa não deixou de destacar o "elenco extraordinário" e a restante equipa. "As portas foram abertas pelo 'Glória', que foi extraordinário, e queremos continuar com isso, continuar olhos nos olhos a medirmos com o que é feito lá fora. Espero que seja isso que aconteça", acrescentou, referindo-se ao facto de esta ser a segunda série portuguesa da Netflix, a primeira foi 'Glória', realizada por Tiago Guedes.

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