Inicialmente, Gisela Serrano começou por destacar a forte ligação que tinha com a progenitora. "Desde que a minha mãe se divorciou [tinha Gisela dois anos], sempre houve uma grande cumplicidade entre mim e ela", recorda, passando de seguida para o momento em que soube que a mãe tinha cancro no pâncreas, no ano passado.

Os primeiros sintomas começaram a sentir-se em agosto. "Ela já tinha alguns sintomas de mau estar, mas todos pensávamos que era alguma intoxicação alimentar... [...] Ela era diabética. [...] A médica alterou-lhe a medicação e começou a dar-lhe uma injeção que tomava só uma vez por semana. E ela começou a emagrecer. A médica dizia que era próprio da vacina que estava a tomar. Para o fim falava com a médica de família sobre os sintomas que tinha, no meu ponto de vista não foi muito valorizado", partilhou, explicando que a mãe queixava-se de "dores nas costas, de estar sempre nauseada e de vomitar".

"Depois, mais para o fim, em outubro, começou a piorar. [...] Começou a fazer exames e não havia nada a fazer. A única coisa que ainda conseguiram fazer foi uma operação que foi uma ligação do estômago ao intestino porque o tumor já estava tão grande que estava a empurrar a parte do esófago", relatou.

A mãe não sabia o que se estava a passar, apenas Gisela, isto porque a figura pública tinha esperança que ainda houvesse uma saída. No entanto, a progenitora apenas teve meses de vida.

"Eu ainda tinha fé que depois de uma operação houvesse um milagre porque a minha mãe tinha 65 anos. Pensei que houvesse salvação. [...] Fui falando com vários médicos e percebi que só faltavam meses. Sabermos que vamos perder uma mãe como a minha mãe em meses... Os médicos chegaram-me a dizer que não havia nada a fazer e que ela tinha 5 ou 6 meses de vida... Como é que se diz isso a uma mãe que está a lutar numa cama do hospital", desabafou.

A conversa continuou com Gisela a recordar um episódio em que a mãe lhe ligou do hospital e que "parecia que estava a recuperar" pela maneira como falou, cheia de entusiasmo. "Quando acabei a chamada liguei para o hospital, falei com o médico, e eles disseram para eu ir para o lado dela. E eu fui. De repente, a minha mãe começou a piorar. Deixaram-me telefonar para o meu irmão, o meu marido também foi, estivemos os três dentro do quarto. Ela já não estava com aquela voz que me tinha ligado. Chamava por ela e ela nem reagia", contou, lembrando que nesse momento a médica lhe disse que "faltava muito pouco" para a mãe partir.

"Ela estava mesmo a partir e não conseguimos estar naquele momento mesmo. A enfermeira e a doutora ficou com ela, nós saímos do quarto e ela faleceu", disse.

O funeral não foi feito da forma como gostariam, com o apoio de todos os entes queridos, por causa da pandemia da Covid-19. Uma despedida "muito difícil".

"O calor humano foi-me transmitido por todas as pessoas que lá estiveram pelo olhar. Senti que não precisava de um abraço de ninguém que esteve presente porque o olhar dizia tudo. Consegui fazer o velório e não chorei", contou Gisela a Fátima Lopes, com as lágrimas a correr no rosto.

Leia Também: Morreu a mãe de Gisela Serrano: "Vou-te amar sempre"

Um bocadinho de gossip por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Subscreva a newsletter do SAPO Lifestyle.

Os temas mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Lifestyle.

Não perca as últimas tendências!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #SAPOlifestyle nas suas publicações.