Fátima Lopes esteve há pouco tempo à conversa com Diogo Beja e Joana Azevedo na rubrica ‘Cada um sabe de si’, da Rádio Comercial. Sem medos, a apresentadora abordou todos os assuntos, inclusive, a fase mais ‘negra’ por que a TVI está a passar neste momento no que diz respeito às audiências.

“Agora com toda esta mudança, porque as televisões tal como as empresas, como as nossas vidas, também são feias de ciclos, maioritariamente é a Júlia que ganha”, afirma, acrescentando que o que Júlia Pinheiro dá às pessoas no seu programa é aquilo que estas procuram ver, nomeadamente, histórias de vida.

“Já estou há tantos anos na televisão que já passei por muita coisa. Estive muitos anos na SIC a perder antes de me vir embora, estava há anos a perder”, recorda, falando do caso da dupla imbatível Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha.

“Hoje gosto de olhar para as voltas da vida. Começo a perder para eles e não mais volto a ganhar. Digo isto de uma forma absolutamente resolvida”, adianta, dando conta que este já foi tema de conversa com Cristina e Manuel de quem é amiga.

“Depois fui para a TVI e estive oito anos a ganhar sempre. (...) Normalmente fazia o dobro da concorrência. (...) Agora tenho de pegar nisso e fazer disso uma mais valia para fazer melhor a seguir”, faz saber, mostrando a sua visão positiva apesar das circunstâncias.

“Estamos a perder em toda a linha, ponto final. Efetivamente esta é uma oportunidade gigante de renovação, é assim que eu encaro quando as coisas não correm bem”, completa, alertando para a importância do renascimento neste género de ocasiões.

Entretanto, e falando sobre aquilo que mais gosta de fazer enquanto apresentadora, Fátima referiu: “Entrevistas é o que mais gosto de fazer, porque é o mais difícil. Eu, às vezes digo isto e eventualmente algumas pessoas do meio não gostam disto que eu digo, mas eu vou continuar a dizer, porque é o que eu acho. Fazer prime-time [horário nobre], quase qualquer um faz. Não tem assim tanta ciência. É preciso conhecer o formato em termos de regras, os timings do programa e muitas vezes alguns apresentadores recorrem-se do teleponto, outros não. Acho que desde que a pessoa estude, se prepare e tenha luz aquilo dá-se”, defende.

Já com as entrevistas a história é outra: “Tens de saber fazer uma boa conversa. Os meus cartões não têm uma única pergunta escrita. De resto é estudar e fazer acontecer. Fazer daytime é muito desafiante e difícil”.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Lifestyle diariamente no seu email.

Notificações

Os temas mais inspiradores e atuais estão nas notificações do SAPO Lifestyle.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.