De acordo com a Associated Press, pelo processo de escolha dos jurados, passaram mais de 600 pessoas, que foram sendo desqualificadas por terem admitido que conheciam algumas das pessoas que acusam Harvey Weinstein de crimes sexuais ou por considerarem que já tinham uma opinião formada sobre o caso.

Harvey Weinstein, 67 anos, está acusado de cinco crimes ocorridos entre 2006 e 2013, entre os quais agressão sexual e violação em primeiro e terceiro graus, a partir de testemunhos de cerca de uma centena de mulheres, embora o caso assente sobretudo em denúncias de duas vítimas.

Weinstein, detido em maio de 2018, insiste na inocência, alegando que todos os atos foram consentidos. Se for condenado, arrisca uma pena de prisão perpétua.

O julgamento teve início em 06 de janeiro e prossegue na próxima quarta-feira.

Na primeira sessão do julgamento o Ministério Público acusou Harvey Weinstein de ser um predador, enquanto a advogada de defesa, Donna Rotunno, revelou que quer fazer um "interrogatório agressivo" às mulheres que o acusam.

Os advogados de defesa de Weinstein pediram, ainda sem sucesso, que o julgamento aconteça fora de Nova Iorque, alegando que a intensa cobertura mediática transformou o caso num "carnaval".

O julgamento acontece cerca de dois anos depois de o jornal The New York Times e de a revista The New Yorker terem publicado, em outubro de 2017, reportagens a denunciar o escândalo sexual no meio cinematográfico norte-americano.

Foi a partir dessas reportagens que se gerou o movimento coletivo espontâneo de denúncia e partilha #MeToo, de denúncia de casos de abuso, agressão e assédio sexual na indústria do entretenimento.

Leia Também: Harvey Weinstein acusado de ser "predador" no arranque do julgamento

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