Com um visual diferente - neste momento, a deixar crescer o cabelo -, Ricardo de Sá conversou com o Fama ao Minuto sobre a carreira no mundo das artes, tendo já feito "um pouco de tudo": televisão, teatro, cinema e música.

Ainda assim, não deixa de salientar a vontade de seguir além fronteiras e viver a experiência de trabalhar "com uma produção internacional".

A entrevista decorreu no âmbito do lançamento da nova Gillette Labs, em Lisboa, com o artista a destacar, também, que "gosta de manter a barba aparadinha".

No entanto, o visual que usa no dia a dia, por norma, depende muito da personagem a que possa estar a dar vida. Algo que, diz, não é um problema, até porque sente que é "descontraído em relação a isso" e "nem é muito vaidoso no que diz respeito aos cuidados".

Estás a deixar crescer o cabelo por motivo profissional?

É, mas não posso dizer. Ainda falta um bocadinho, nunca deixei crescer tanto o cabelo, mas está a correr bem.

E gostas dessas mudanças para interpretar um personagem?

Como ator é incrível porque, às vezes, um trabalho que fizeste e que está passar no ar... De repente, as pessoas vêem-te na rua e já estás com outra imagem, nem reconhecem. Hoje em dia, já estou muito diferente do que estou na novela que ainda está no ar, 'Para Sempre', com o Ruca [personagem que interpreta na trama]. Isso é fantástico. Logo a seguir aos 'Morangos com Açúcar', tenho conseguido fazer um bocadinho diferente, tento mudar dentro dos possíveis.

Ainda há muita coisa para fazer, muita coisa que quero provar, principalmente a mim mesmo. Gostava muito de dar o salto para fora

Qual a transformação que mais custou?

Quando fiz a transição dos 'Morangos' para a 'Doce Tentação', em que fiz um personagem totalmente diferente, com cabelo rapado, óculos e sofria de uma patologia, contracenava com o Nuno Melo – que Deus o tenha -, que fazia de meu pai. Acho que aí surpreendi muita gente porque era muito novo, tinha 19 ou 20 anos. Faço uma personagem cómica que toda a gente gostava e, de repente, faço uma totalmente diferente e difícil. Acho que isso sim, foi um grande desafio.

Todos os personagens são diferentes porque um ator que goste mesmo de dar o corpo ao manifesto para o personagem, entrega-se. Dou sempre um bocadinho dessa entrega. Agora no último projeto que fiz com o Ruca, na novela 'Para Sempre', ele era testemunha de Jeová, eu sou católico e já fui a pé até Fátima, mas nunca tinha entrado numa maneira tão profunda na questão da Bíblia. Tentei perceber o porquê de alguns ensinamentos do Antigo Testamento, a questão da transfusão de sangue, a questão de não irem às igrejas... Tentar perceber o porquê em vez de julgar, tentar vestir a camisola. E, durante um período de meses, sinto que mudo um bocadinho. As pessoas que me conhecem desde pequeno sentem isso.

Como olhas para esta caminhada desde os 'Morangos com Açúcar' até aqui?

Sinto-me orgulhoso. Posso dizer que já fiz um bocadinho de tudo, desde televisão, teatro, cinema, música… O lado empresário também.

Tens conseguido concretizar-te?

Sim, sempre. E, acima de tudo, sou feliz com o que faço. Sempre quis chegar a este patamar, mas ainda há muita coisa para fazer, muita coisa que quero provar, principalmente a mim mesmo. Gostava muito de dar o salto para fora. Já estive com uma série na HBO, 'Terra Nova', agora adorava fazer uma série com uma produção internacional…

Se estou a tentar acabar a licenciatura é por isso, para um dia, quem sabe, tornar-me apresentador e qualificado

É a aposta neste momento?

Quem sabe… Mas sim, acho que nós em Portugal temos muito talento e mão de obra especializada para conseguirmos fazer mais e melhor.

Foste um dos rostos que participou no casting da TVI para encontrar novos apresentadores. Como correu?

Estou no último ano de Ciências da Comunicação, da Universidade Autónoma de Lisboa, sou embaixador da universidade. Voltei a estudar durante a pandemia, foi a melhor coisa que fiz. E está tudo ligado. Se estou a tentar acabar a licenciatura é por isso, para um dia, quem sabe, tornar-me apresentador e qualificado.

Para um artista, quanto mais ferramentas tiver - seja como ator, músico, apresentador - melhor é. Esse é o meu pensamento, tentar fazer tudo

Foi com esse objetivo de tentar arranjar mais uma experiência nessa área?

Acho que é importante, cada vez mais, os artistas serem mais diversificados. Saberem fazer mais coisas.

É importante por causa da profissão de um artista ser incerta?

Não, o ser artista é algo volátil, mas como Camões dizia, 'mudam-se os tempos, mudam-se as vontades'. É como em informática ou medicina, isto está tudo a evoluir cada vez mais rápido e acho que para um ator, para um artista, quanto mais ferramentas tiver - seja como ator, músico, apresentador - melhor é. Esse é o meu pensamento, tentar fazer tudo.

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