A dura infância deu início à conversa com Júlia Pinheiro, esta sexta-feira, uma entrevista que levou o pasteleiro a viajar pelo seu percurso de vida.

O pai foi preso à porta da escola, tendo estado debaixo do julgamento dos colegas, mas nunca deixou de sentir um grande orgulho no progenitor.

“Sempre fui muito agarrado ao meu pai. Junto dele sentia-me protegido, era o maior”, afirmou, referindo que mesmo não estando fisicamente perto do progenitor, que morreu quando tinha 18 anos, este continua sempre presente na sua vida.

“Lá em cima ele vai orientando o caminho todo”, realçou, lembrando que começou a trabalhar com o pai que também era pasteleiro.

A perda do pai, que tinha 50 anos, foi o “momento mais difícil da vida até hoje”. Um homem muito acarinhado que quando foi o seu funeral, recorda, “nunca tinha visto tanta gente num cemitério”.

“O meu pai é o meu ídolo para tudo. Se fosse metade do que o meu pai foi, estaria muito mais longe, era muito melhor empresário, pessoa… Ele era uma máquina”, destacou.

“Não estava preparado para perder o meu professor, o meu melhor amigo”, confessou, levando Marco Costa a reviver emoções fortes.

A ida para Inglaterra e como esta fase mudou a sua vida

Quando perdeu o pai, Marco Costa ficou desorientado e foi para Inglaterra trabalhar. Uma semana a seguir à morte do progenitor, o pasteleiro saiu de Portugal e nesse ano passou o Natal sozinho.

Fase que o levou a que hoje queira estar sempre acompanhado dos que mais ama. “Ainda hoje não gosto de estar sozinho. Sou viciado no trabalho porque não gosto de estar sozinho, faz-me lembrar os tempos em que fiquei sozinho em Inglaterra”, admitiu.

Os momentos menos bons da vida e a fama que chegou com a participação em reality shows

“Fiz muitos disparates, não posso dizer, fizeram parte, mas gosto de dar este exemplo para mostrar que não é por às vezes estarmos desorientados que vai ser sempre assim”, frisou.

Depois de ter entrado na ‘Casa dos Segredos’, Marco Costa ficou muito conhecido e foi muito acarinhado pelo público. “Não foi nada fácil, é completamente assustador”, diz ao falar da fama.

O pasteleiro recordou que foi “devorado” no momento em que saiu da casa mais vigiada do país, lembrando um episódio - um dia a seguir à sua saída do programa - em que estava a almoçar com a família e “não conseguiu comer”.

“Tive quatro horas para comer um hambúrguer, já nem o comi. É bom, mas não estava preparado. Acho que todos nos deslumbramos um bocado. Tudo o que ganhei rebentei com tudo, noitadas, amigos que pensava que eram amigos… o Marco pagava tudo”, partilhou, referindo que conheceu os amigos verdadeiros quando “isso acabou”.

Não deixando de reconhecer que ficou “desiludido” com algumas pessoas, Marco Costa afirmou ainda assim: “Mas isto faz-nos crescer”.

A essencial ajuda que recebeu da ex-mulher, Vanessa Martins

Marco Costa falou também da antiga companheira, de quem se separou no ano passado. Sendo a torta de laranja a sobremesa mais conhecida do pasteleiro, este realça que foi Vanessa Martins que o incentivou e ajudou a impulsionar o negócio.

Uma receita do pai que o levou a chegar à casa de muitos portugueses que dizem maravilhas desta famosa sobremesa.

“É a pessoa mais importante no meu percurso”, garantiu, referindo-se a Vanessa. Apesar de ter sido o pai a “ensinar-lhe as receitas”, foi a ‘ex’ quem o fez apostar na sua profissão.

Marco Costa contou que viveu momentos menos bons em relação à sua profissão. Dentro do programa da TVI sempre disse que era pasteleiro e “cá fora gozavam consigo e diziam que ia para pasteleiro quem não consegue fazer mais nada”.

“Eu não acreditava [na minha profissão], tanto que gozavam comigo”, desabafou, lembrando que quando conheceu a ex-mulher trabalhava numa pastelaria low cost. “Não tenho medo nenhum de trabalhar. Quando vejo a pessoa a criticar os que são conhecidos e trabalham num Continente… Ser conhecido não paga contas. Não gozem e respeitem”, salientou.

Ainda sobre a antiga companheira, com quem esteve sete anos, frisou: “A Vanessa ajudou-me a abrir a primeira fábrica”.

“A Vanessa andou comigo a bater à porta de restaurantes a ver quem é que queria comprar a minha torta”, revelou ainda.

O sonho que continua por realizar

Marco Costa nunca esqueceu nem nunca escondeu o grande desejo de ser pai. “Ainda não aconteceu, há-de acontecer, quando tiver de ser. Venham os que vierem. Há coisas que a vida ensina que não vale a pensa fazer muitos planos, é quando tiver de ser”, disse, emocionado.

E será que o coração já está novamente preenchido? “Ainda é cedo. Neste momento quero focar-me no meu trabalho e nas famílias que estão às minhas costas para que isto não vá a baixo”, respondeu, referindo-se aos funcionários que mantém, mesmo nesta fase difícil por causa da pandemia. “É complicado manter as coisas, mas estamos sempre a tentar reinventar”, afirmou.

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