A Maisons du Monde, que já conta com 336 lojas a nível mundial e 35 na Europa, inaugurou recentemente a terceira loja física em território nacional. Por que motivo decidiram apostar em Portugal?

O nosso objetivo para 2020 é tornarmo-nos na marca de casa mais desejável e sustentável da Europa e estas aberturas em território português são um passo para atingir esse fim. Fazemos uma gestão dinâmica do portefólio de lojas europeias em nove países, incluindo Portugal. É um mercado de interesse para a marca onde abrimos a nossa primeira loja em Faro, em 2019. Após esta abertura bem-sucedida, queriamos continuar a crescer, sendo que Lisboa e Porto surgiram como áreas relevantes para nós.

Num ramo tão competitivo e onde existe tanta oferta, de que forma é que a Maisons du Monde se destaca da concorrência?

As nossas coleções são de estilos variados, destinam-se a todos os gostos, todas as pessoas conseguem encontrar algo que gostem. Os nossos produtos são apresentados em universos inspiradores dentro da loja, e esta escolha cuidada contribui para o sucesso das nossas lojas. O poder do nosso modelo omnichannel – muito balanceado entre a loja e o nosso e-commerce – também nos permite oferecer uma boa experiência ao consumidor, quer em termos de compra quer em termos de inspiração. Seja online, na loja ou nos nossos catálogos, qualquer que seja o ponto de contacto a inspiração está sempre presente.

Em relação ao processo criativo, onde é que se inspiram para a criação das vossas coleções?

Em qualquer sítio e a qualquer altura. Uma viagem, uma exposição, um desfile de moda, uma série ou um filme, um novo restaurante…. É mais como uma mentalidade curiosa do que uma lista exaustiva, gosto de ser surpreendida e nutrida em cada interação. É ainda um trabalho colaborativo com os nossos designers da casa que sabem, de forma perfeita, como transcrever as tendências de forma a criarem os produtos certos que vão de encontro às expectativas dos nossos clientes.

Quantas coleções lançam por ano? E quais os bestsellers da marca?

Desenvolvemos duas coleções por ano – primavera/verão e outono/inverno – que misturam mobília e decoração, sendo compostas principalmente por criações exclusivas dos nossos designers. São destacadas em dois catálogos separados, um por estação. Todos os anos também lançamos uma coleção infantil e uma coleção B2B, dedicada a profissionais (arquitetos, hotéis, restaurantes, etc.). Temos bestsellers em todas as nossas categorias de produtos e em todos os nossos estilos: boémio, tradicional e mais artístico, a lista é, para nossa sorte, bastante exaustiva.

Na vossa loja online está disponível o serviço Business, focado no B2B. Como nasceu esta componente de negócio? Qual o maior desafio ao criar projetos tão distintos como cafés, restaurantes ou escritórios?

Durante 10 anos, a Maisons du Monde forneceu aos profissionais uma equipa dedicada para os apoiar nos seus projetos de decoração. O propósito da nossa empresa é inspirar todas as pessoas a abrirem-se ao mundo, de forma a criarmos, em conjunto, espaços únicos, genuínos e sustentáveis. Quando se fala de ‘espaços’ também falamos de hotéis, restaurantes, escritórios… e isto é algo que é importante para nós.

O departamento especializado em B2B tem um vasto conhecimento em design de interior e exterior e oferece aos clientes soluções apropriadas para cada espaço. Desde apoio em relação à escolha dos produtos à sua entrega e implementação, o Service Pro aconselha os decision-markers a otimizar serviços, orçamentos e prazos. As suas recomendações são baseadas na vasta oferta da Maisons du Monde e a suas coleções exclusivas criadas por um design studio. Existem 370 referências de produtos dedicadas exclusivamente a profissionais: uso intensivo, bandejas dobráveis, pés ajustáveis, cadeiras empilháveis, etc. E isso permite-nos responder com estilo aos requisitos dos nossos clientes Pro.

A sustentabilidade e a consciência ambiental são um pilar importante da Maisons du Monde. De que forma é que isso se reflete nos vossos produtos e na filosofia da empresa?

Estilo e responsabilidade estão embutidos no nosso ADN. Durante 10 anos que a Maisons du Monde tem pensado no impacto dos seus produtos e a CSR é uma parte integral do nosso ADN. A nossa convicção é esta: fazer com que seja possível rimar beleza com acessibilidade. Na última década, aumentamos em 70% a utilização de madeira certificada. E este ano apresentámos os têxteis Oeko-Tex, que representam 25% da nossa oferta. Desde 2016 que a nossa fundação já doou 3.7 milhões de euros para a conservação das florestas. Atualmente, com o auxílio da Company Purpose, estamos a dar um passo adiante no nosso compromisso de forma a proteger o ambiente. Estamos a adotar uma abordagem mais holística ao centrarmo-nos no fim de vida dos produtos, tendo reparado 20 mil produtos em 2021 (+50% vs. 2020) e reembalado 30 mil.

Também temos orgulho na nossa política de igualdade de género. As mulheres representam 2/3 dos nossos funcionários e 80% das nossas promoções internas.

Em 2019 inauguraram o primeiro Maisons du Monde Hôtel et Suites em Nantes, que posteriormente se expandiu para outras duas cidades francesas. Por que motivo decidiram apostar no setor hoteleiro?

Inaugurámos três “Maisons du Monde & Suites” hotéis em parceria com o grupo hoteleiro independente Vicartem, que estão totalmente mobilados e decorados com os produtos da marca.

A Céline e o Sébastien Meslin, o casal responsável pelo Vicartem, criam hotéis com personalidade, e nós desenhamos coleções inspiradoras, portanto estávamos destinados a conhecermo-nos. Foi também uma boa oportunidade de mostrar as nossas coleções business.

Em mais de duas décadas de história, quais as principais diferenças entre o consumidor de antigamente face ao consumidor atual?

Oferecemos sempre uma multiplicidade de estilos sem imposição, de forma que os consumidores sempre pudessem fazer mix and match dos produtos e expressarem-se como quisessem. Mas isto foi algo que se difundiu e desenvolveu nos dias de hoje: os consumidores vão fazer cada vez mais mix and match, e acima de tudo expressarem a sua identidade daqui em diante, seja na decoração como nos seus looks. Como na moda, é possível combinar produtos novos e antiguidades com produtos em segunda mão.

Para além disso, algo que mudou recentemente tendo em conta este período pandémico que vivemos é a procura do consumidor por produtos modulares e ágeis, multifunções para o interior ou que possam ser usados no interior e no exterior. Por último o consumidor de decoração assemelha-se ao consumidor de moda que se tornou num consumidor protagonista, com expectativas reais em relação a uma oferta mais sustentável.

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