Da mesma maneira que existem espécies que não podem apanhar sol diretamente, existem outras que não se dão mal no exterior, sobretudo quando chove. As palmeiras, o ficus benjamina, o dragoeiro e as yucas são exemplo disso, apesar de não serem as únicas. Estas plantas agradecem chuva porque as refresca e limpa. Por isso, sempre que chover, já sabe. Leve estas plantas para o exterior para que desfrutem da água da chuva. Além das já referidas, existem outras variedades botânicas que gostam de ser as gotas molhadas sobre elas. Estas são algumas das plantas e flores que gostam de chuva:

- Primaveras

Apesar de gostarem muito de sol, resistem também bem ao frio e à chuva. Embora se desenvolvam melhor em canteiros, também podem ser cultivadas em vaso no exterior ou até no interior, uma vez que têm um grau de adaptabilidade grande.

- Heléboros

Florescem no inverno. Entre dezembro e abril, crescem, em média, cerca de 70 centímetros. Fácil de cultivar, não gosta de uma exposição muito direta ao sol. Gosta de solos frescos e sobrevive bem ao frio. Nas estações em que as temperaturas mais baixam, deve cobrir o terreno com substâncias de origem mineral ou vegetal para proteger o desenvolvimento da planta.

- Mimosas

A floração inicia-se habitualmente a partir de fevereiro e o aroma que exalam não deixa ninguém indiferente. Apesar de resistir bem às baixas temperaturas, exige cuidados acrescidos a partir dos 9º C. Deve ser plantada num solo de drenagem fácil, uma vez que não gosta de solos demasiado encharcados.

- Azevinho

O arbusto mais famoso do Natal adapta-se a todas condições climatéricas, a todos os solos e a todas as regiões. Suporta sol, chuva e sombra mas não se dá bem com as correntes de ar. Como não é afetada pela poluição, esta espécie botânica pode ser usada em hortas urbanas, terraços de vivendas e até varandas.

- Viburnum tinus

Algumas das variedades desta espécie de arbusto, que floresce habitualmente entre novembro e março, adaptam-se facilmente a todos os solos e localizações. À medida que envelhecem, as suas flores vão adquirindo uma tonalidade clara, que confere luminosidade ao jardim. É outra das plantas que pode cultivar em vaso em varandas e terraços, expondo-o regularmente ao sol.

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Os principais efeitos do excesso de chuva nas plantas

O excesso de água e de humidade nas plantas pode afetar o seu desenvolvimento. Ao secar, depois de atingida pela chuva, a terra acaba por formar uma crosta que, muitas vezes, impede as sementes de romper para o exterior, condicionando o crescimento da planta ou da cultura. Em terrenos de drenagem mais difícil, a acumulação de água e a formação de charcos também danifica e perturba o crescimento de variedades que preferem solos mais secos, soltos e arenosos.

Em casos mais graves, apesar de mais raros, a chuva pode gerar uma situação que muitos especialistas em botânica apelidam de asfixia das raízes. Este problema, que atinge sobretudo alguns arbustos, verifica-se quando o excesso de água no solo origina uma carência de oxigénio ao nível dessa parte da planta, que pode conduzir à sua morte. Paradoxalmente, as espécies afetadas apresentam sinais de sede e de falta de água, o que leva em muitas situações a que os seus proprietários as reguem, agravando o problema.

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