Já alguma vez pensou criar no seu terraço ou quintal um espaço dedicado à prática da jardinagem? Se ambiciona desfrutar de um espaço assim mas não sabe como o conseguir, fique atento aos conselhos da arquitecta paisagista Teresa Chambel e da decoradora Ana Cristina Antunes, que lhe explicam, passo a passo, como chegaram ao resultado final de um projecto com esse objectivo que desenvolveram nos arredores da capital.

O terraço deste projecto tem uma
área de 35 m2, situa-se em Vila
Franca de Xira e é a zona de entrada
para a casa. A proprietária utiliza-o maioritariamente
para as suas experiências de jardinagem,
nomeadamente para ter algumas plantas hortícolas,
aromáticas e ornamentais. É, ainda, uma
zona utilizada ao fim da tarde para descansar
e apanhar sol. A zona utilizada para refeições
exteriores localiza-se noutro pátio.

Como o espaço é muito estreito e muito
exposto para a rua, a primeira decisão foi criar
uma barreira que de alguma forma o fechasse, criando alguma privacidade e dotando
-o de uma estrutura verde compacta e contínua.
Para se cumprir esse objectivo optou-se
pela colocação de floreiras em madeira tratada
com cerca de 0.8 x
0.4. Se a proprietária
preferir, poderá
construir em madeira
uma estrutura contínua
ao longo do limite
do terraço.

Nestas floreiras será plantada uma sebe formal
com exemplares de Escallonia rubra. Esta é
uma espécie da flora portuguesa, sendo muito
rústica e muito bem adaptada às condições
climáticas. É uma excelente planta para sebe,
já que resulta muito bem quando talhada e tem,
ainda, a vantagem de ter uma floração cor de
rosa muito discreta.

Para cobertura da floreira
propomos a plantação de várias herbáceas de
revestimento que acabarão por cair para fora,
cobrindo uma grande parte da floreira. Podem ser alecrins, alfazemas, tomilhos, camomilas, ou outras. Optámos sempre pela utilização
de espécies da flora portuguesa, uma vez
que a proprietária deste espaço não gosta de
muito de espécies exóticas.

Indo também ao
encontro das suas preferências em termos de cor, optámos por uma base verde, de arbustos
e herbáceas, pavimento, vasos e mobiliário
em tons de castanho.As plantas com floração
são muito discretas e os seus tons muito
suaves, uma vez que a proprietária não gosta
de cores fortes.

Para o ambiente ficar mais confortável e não
parecer tanto uma zona de passagem, colocámos
também floreiras a delimitar a zona de entrada. Assim, a zona onde propomos que
sejam colocados os poufs também fica resguardada
para momentos de descontracção ao final do
dia. Optámos por poufs por serem peças bastante
versáteis e facilmente transportáveis.

Veja na página seguinte: O tipo de pavimento proposto para este espaço

O pavimento proposto será em deck de
madeira, módulos de 0.50 x 0.50, apenas
colocado em cima do pavimento actual. Desta
forma, o espaço fica mais confortável e com
uma imagem mais actual.

Nas paredes laterais do terraço propomos a
colocação de grandes floreiras para plantação
de herbáceas e sub-arbustos.

Estas paredes
poderão ser cobertas por trepadeiras, nomeadamente
jasmim pela sua folhagem delicada, floração
branca e perfume extraordinário.

Marcámos as portas e as janelas com grandes
vasos também em madeira onde são
colocados Laurus nobilis (loureiros) talhados
em bola, em coluna ou em pirâmide. Um elemento vertical confere ao
espaço algum equilíbrio e elegância e, desta
forma, temos mais uma planta mediterrânica
e cujas folhas são muito utilizadas na culinária
portuguesa. Junto aos
pilares reservámos duas grande floreiras para plantação das hortícolas e aromáticas e sugerimos a colocação de um limoeiro
em vaso junto desta zona.

Texto: Teresa Chambel (arquitecta paisagista) e Ana Cristina Antunes (decoradora)

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