Com um programa que inclui uma exposição, uma feira de livros, conversas e ateliers, estes encontros procuram destacar a edição para a infância, um território que nos últimos anos tem mostrado uma capacidade extraordinária de reinvenção e diversidade, graças a uma nova cultura visual e maior capacidade de risco editorial.

Os encontros arrancam no dia 20 de novembro com a inauguração da exposição "Rodapé", com obras de Catarina Sobral, Madalena Matoso, Madalena Moniz, Bernardo Carvalho, Yara Kono, António Jorge Gonçalves, Marta Monteiro, Daniel Silvestre da Silva, Ana Biscaia, João Fazenda, André Letria, Richard Câmara, Susa Monteiro e Afonso Cruz. Com curadoria de Pedro Vieira Moura, esta exposição reúne ilustrações e livros publicados nos últimos anos por editoras nacionais e é dedicada ao público infantil, sendo que as obras ficarão à altura da linha de visão das crianças e serão acompanhadas de jogos plásticos e editoriais que ajudarão à sua compreensão.

Além da exposição, será lançado o livro "O dicionário do menino Andersen", com texto de Gonçalo M.Tavares e ilustrações de Madalena Matoso, em a presença dos autores.

Começa também no dia 20 de novembro a feira de livros infantis, que reúne editoras e livrarias portuguesas e que se prolonga até ao final do dia 22. Haverá ainda conversas em torno da temática da edição para crianças, com responsáveis de editoras nacionais convidados a partilhar com o público as especificidades das suas práticas editoriais na concepção, realização e divulgação de livros infantis; apresentações de livros por parte de autores, editores, ilustradores que irão falar sobre um livro, uma ideia, um projecto editorial; e ateliers para crianças que têm como objectivo sensibilizar as crianças para a materialidade do livro, experimentando várias técnicas expressivas e desafiando modos narrativos, revelando o livro como lugar de um processo criativo onde forma e fundo se comunicam.

"Ferramenta fundamental da aprendizagem, o livro infantil moderno está enraizado numa tradição republicana intimamente ligada à educação de futuros cidadãos. Foi historicamente um indicador da emancipação da “criança” como categoria etária e social distinta (e não apenas de “adulto em pequeno” ou em potência), ou seja de um ser que experimenta e pensa o mundo através de uma sensibilidade própria. Por outro lado, o livro infantil é texto, ilustrações, design total; um objecto de manufactura e um produto comercial; um documento social, cultural e histórico. E, acima de tudo, uma experiência para a criança. Criar um livro infantil significa para muitos dos autores, ilustradores e responsáveis editoriais regressar “ao grau zero da cultura”, onde “tudo” é - de novo – possível. Questionar as convenções da narração, as representações da realidade e, por fim, repensar a própria forma do livro. Esta utopia do livro infantil favorece posturas experimentais quer em termos de expressão plástica quer em termos de diversidade formal. O livro infantil inventa uma linguagem para quem tem (ainda) (pouca) voz.", afirma a organização destes encontros.

Esta é a primeira parte dos encontros dedicados ao livro infantil, que incide apenas sobre a edição portuguesa. A segunda parte, também dedicada ao livro para a infância, terá lugar em Março de 2016 e incidirá sobre projectos editoriais internacionais.

A entrada é livre.

Os Livros Não Têm Idade - um passeio ilustrado pela infância
20, 21 e 22 de Novembro de 2015
Espaço ‘Rua das Gaivotas 6’
1200-066 Lisboa
(Largo Conde-Barão/Rua da Boavista)

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