Tal como tive a oportunidade de por diversas vezes ter dissertado e abordado o tema nestas páginas, relativamente às últimas e comprovadas descobertas científicas sobre a “neurofisiologia da meditação”, que mereceram do mundo inteiro a maior perplexidade e, consequente e bem recebida expectativa médica, através dos esforços incomensuráveis de várias Universidades Internacionais, com o indispensável suporte da “Life and Mind Foundation” que é, como muita gente já conhece, uma organização fundada em prol da pesquisa científica sobre a mente e os comportamentos humanos - por Sua Santidade o XIV Dalai Lama - entendi que devia abordar o tema deste título, para que pudessem os leitores compreender como a mente e as emoções nela experimentadas podem afectar e condicionar o nosso modo de viver e, acima de tudo, a nossa qualidade de vida, enquanto seres vivos neste planeta em completa transmutação.

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Muito antes de nascer, ou seja, antes mesmo de ser um feto, e isso na fase de ser “zigoto” que é logo a seguir ao “encontro entre o espermatozóide do pai e o ovócito da mãe”, o ser humano viverá de acordo com o modo “vibratório”, “vibracional” e “relacional” dos seus progenitores e do seu meio-ambiente, captando, tal qual uma antena parabólica, os efeitos negativos ou positivos de todo o seu mundo circundante – interno e externo. Após o momento de nascer, todo o ser humano vive de acordo com os “padrões” que lhe foram atribuídos, consciente ou inconscientemente, os quais, por sua vez, serão sempre “modelos” da relação que terá com o mundo ou com a realidade perceptiva tida dentro da matriz uterina da sua progenitora que “modelou” - para bem ou para mal - os seus aspectos mitocôndriais! Efectivamente, a nossa situação existencial, aqui e agora, física, mental, psíquica ou espiritual depende de como nos relacionamos ou inter-agimos com os outros seres e, logicamente, deriva da qualidade de como o nosso ser reage à realidade sempre condicionada – não só pelos aspectos anteriormente referidos – mas, também, pela capacidade auferida pela experiência vivencial de influenciar todos os aspectos herdados pela hereditariedade do nosso próprio ADN, que é sempre possível, tal como foi comprovado, e influir com consciência plena e positiva no nosso modo de vida, pensamento e condição de ser.

É por tudo isso, que deviam os leitores estar muito atentos às suas emoções (que, entendemos como a “quarta dimensão” do homem), pois elas são sempre a causa mais problemática, embora ainda enigmaticamente para a medicina mais ortodoxa, de todas as “doenças” e, sem sombra de dúvida, de muitas das mortes prematuras de que tanto se ouve falar hoje mais do que nunca nas sociedades modernas.

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Portanto, a partir do nosso nascimento, ou melhor, da nossa concepção, inicia-se um contínuo e dinâmico processo entre dois fundamentais elementos: aquilo que se chama de sujeito, que é caracterizado por tudo aquilo que o organismo dinamizou como formação biológica, com todas as suas particulares condicionantes que, por sua vez, influenciarão de forma directa as chamadas probalidades e respectivas vulnerabilidades assumidas somente como genéticas, mas vão muito mais além disso, e o objecto, que é representado por tudo aquilo que directamente não lhe diz respeito, ou seja, por tudo aquilo que a vida circundante lhe proporcionará como experiência vivencial ao longo da vida. Assim, penso que estará compreendido, que a partir desses momentos anteriormente focados iniciar-se-á uma série de ocorrências produzidas pelas relações entre o sujeito e o objecto, isto é, entre o ser humano e o mundo onde nele está inserido. E, sendo assim, e de acordo com o “desenho” ou “modelação” feitas no período do “zigoto” e ao longo da importante etapa de gestação, esse ser humano adaptar-se-á ou não à vida para a qual desabrochou, sendo feliz ou infeliz consoante a programação estabelecida pelos seus progenitores, especialmente pela sua procriadora!

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Como remate do muito que se poderia aqui acrescentar sobre este tema, que ajuízo de verdadeiramente apaixonante (perdoem-me a veleidade), acrescento, que junto com todas as reacções vivenciais e com toda a sorte de sentimentos e paixões, ser muito importante o entendimento de todo o género de conflitos íntimos e fundamental a percepção disso mesmo para que se possa compreender os sintomas e transtornos emocionais que geram ansiedade, e que poderá vir a ser patologicamente perigosa, gerando estados de angústia, de depressão, de pânico e de muitas fobias que podem aparecer sem aparentemente uma causa objectiva e concretamente delimitada por um entendimento do seu próprio motivo; tendo em conta que, esses mesmos “estados de espírito”, originarão outro tipo de situações bem mais graves, acabando em degenerescências múltiplas absolutamente evitáveis, caso o ser humano tivesse a devida noção do seu “estado intrínseco” e, concomitantemente, do seu ainda pouco desenvolvido poder de transmutação!

Portanto, caros amigos e leitores, muito cuidado com o vosso comportamento interno, especialmente com a vossa contínua falta de “catarse” ou de mudança com as vossas emoções, pois, a vossa preciosa saúde e, referente, qualidade inestimável de vida, pode sofrer danos irreparáveis.

Bem Hajam!
Carlos Amaral

IN Jornal "Correio dos Açores" e "A União"

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Convidado Carlos Amaral

O Autor:

Carlos Amaral, Venerável Lama Khetsung Gyaltsen

Mestre em Naturopatia;Especializado em Medicina Ortomolecular; Medicina Homeopática; Medicina Homotoxicológica; Medicina Ayurvédica e Tibetana;Doutorado em Religiões Comparadas e em Metafísica;Investigador em Psicologia Transpessoal & Regressão Memorial;Professor de Budismo, Meditação Tibetana, Raja-Yoga, Kryia-Yoga e Karma-Yoga; Autor e Palestrante.

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