Kabbalah é uma palavra de origem hebraica que significa recepção. É a vertente mística do judaísmo. 

Corpo de sabedoria espiritual mais antigo do mundo, a Kabbalah contém a chave para os segredos do universo, para os mistérios do coração e da alma humana. Seus ensinamentos explicam as complexidades do material e do universo não material, a natureza física e metafísica de toda humanidade. A Kabbalah mostra, em detalhes, como explorar este terreno vasto, a fim de remover cada formulário do caos, da dor e do sofrimento.

Por milhares de anos, as grandes sábios kabbalísticos ensinaram que cada ser humano está carregado com o potencial para a felicidade. Kabbalah é o meio para activar esse potencial.

Histórico:

A Kabbalah não deve apenas ser estudada, mas também praticada. Sua finalidade é trazer a claridade, compreensão e liberdade às nossas vidas.

A origem dessa área do conhecimento humano se perde na noite dos tempos. Há indicações históricas que sábios e alquimistas formaram "Irmandades" para o estudo e prática da Kaballah.

A palavra em si significa: De boca a orelha, ou seja, conhecimento transmitido oralmente. Até a Idade Média, quando um discípulo chegava a conhecer alguns de seus segredos, tinha que jurar não revelar os mistérios para ouvidos profanos, pois esse conhecimento era guardado a sete chaves.

Alguns manuscritos nos dão conta de que ela fazia parte do aprendizado dos sacerdotes egípcios. Seria, portanto, natural, que os judeus, durante seu cativeiro, tivessem bebido de suas fontes. E de fato, se hoje a Kaballah tem um sabor judaico, se deve ao fato de que também eles guardaram zelosamente esse segredo.

Após o advento da imprensa, ficou mais fácil sua disseminação. Poderíamos dizer que a Kabbalah é um corpo de estudos de ciências ocultas, que ensina técnicas de Crescimento Espiritual e Aprimoramento da Consciência.

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Porque Estudar Kaballah?

Porque o homem é potencialmente divino, uma vez que ele veio da Fonte Primeira e Única. E, sendo assim, ele é tanto humano quanto divino. Mas se ele só desenvolve seu lado humano, perde a meta principal, que é a volta às suas raízes e torna distante o seu contacto com o Superior.

As religiões têm procurado mostrar essa verdade, mas de modo geral, elas se tornam exclusivistas. Quer dizer, se você não for desta ou daquela religião, não alcançará o Reino dos Céus. A Kabbalah tem um sentido religioso, somente naquilo que diz respeito ao RELIGARE, do Latim: Ligar-se à Fonte. Ela não é propriedade de nenhuma religião específica. Um budista pode ser cabalista, tanto quanto um xintoísta ou um cristão.

O Esquema da Árvore da Vida

Ela é um gráfico com 10 séfiras ou círculos, e mais 1 que é oculto. Cada um desses círculos tem uma correspondência com todos os assuntos com os quais temos que lidar em nossa existência. Sua estrutura é de tal ordem perfeita, que podemos tanto associá-la ao corpo humano, quanto à vida profissional de determinada pessoa, ou ainda a uma sonata ou a um sistema político qualquer que seja ele. Vários textos sagrados têm se referido à ela.

Na Torah e na Bíblia, por exemplo, só para citar textos ocidentais, temos referências da Árvore da Vida e da Árvore do Bem e do Mal. Mas além de referências,algumas Bíblias antigas, datadas de 1.520 e 1.580apresentam esse gráfico, tal qual vemos hoje em textos não sagrados. Isto também pode significar que a filosofia pela qual os cabalistas têm se guiado ao longo de milénios, é tão imutável quanto as leis da natureza.Aliás, é necessário lembrar, que filosoficamente tudo já foi dito.

O que temos de novo é a ciência e tecnologia e a adaptação dos sistemas filosóficos aos tempos modernos. Na verdade, a ciência vem depois, provando tudo o que os mestres ocultistas já tinham como verdade estabelecida.

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Robert Anton Wilson escreve em seu livro, "Prometheus Rising", uma frase bem interessante: " Tudo o que o pensador pensa, o provador prova. " Desconhecemos quem foi o autor desse gráfico universalista a que chamamos de Árvore da Vida.

O fato relevante é que, se compreendermos o que ela significa, acabaremos por adoptar uma forma de vida mais saudável, plena e, consequentemente, mais feliz. Na verdade, é a ignorância da virtude e da verdade que nos coloca no estado de infelicidade. A Sabedoria é que nos ensina a viver de maneira plena, ampliando nossos potenciais. E a Árvore da Vida é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores instrumentos para nossa total realização.

Séfiras:

O gráfico da Árvore da Vida é formado de 10 esferas ou séfiras, mais uma oculta. Portanto são 11. Em hebraico, séfira também significa número.

O número 11 foi adoptado pelo sistema astronómico Ptolomaico, que já se relacionava Antes de Cristo com 11 planetas (para eles tudo o que tinha movimento no céu eram planetas): Terra, Lua, Sol, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão. Portanto, desde a Antiguidade, já se sabia de planetas que só seriam descobertos milénios mais tarde. Para a Kabbalah, a séfira é a força mediadora entre o céu e a terra. Entre Deus e o homem.

Entre o Absoluto e o Material. É uma representação gráfica para melhor compreensão intelectual.

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