Nascido a 27 de Fevereiro de 1861, no actual território esloveno, o criador da Antroposofia (ciência do espírito), Rudolf Steiner, começou muito cedo a utilizar o dom da clarividência. Aos nove anos descobriu a paixão pela geometria que, segundo ele, lhe permitia “aprender algo puramente em espírito”. Com apenas 16 anos leu as principais obras de Kant e, aos 18, após ter terminado o liceu, ingressou na Academia Técnica de Viena para frequentar disciplinas como a matemática, a física e a química, entre outras.

A sua capacidade de entrar em contacto com o mundo espiritual revelou-se desde cedo e Steiner queria perceber como se relacionam o mundo espiritual e físico, pois tinha como objectivo conciliar a ciência e a religião.

Na Academia, o professor Shroer apresentou-lhe a obra de Goethe, que Steiner estuda e trabalha aprofundadamente. Na sequência do seu trabalho, o director do Arquivo Goethe-Shiler encarrega-o da publicação das obras científicas de Goethe.

Em 1892 é publicada a tese do doutoramento de Steiner em Filosofia, “Verdade e Ciência”, elaborada com base numa crítica a E. Kant. A sua obra principal sobre esta temática é “A Filosofia da Liberdade”. Este livro pretende demonstrar que o uso dos métodos científicos convencionais é válido, desde que não se limite ao mundo sensível.

Em 1897 parte para Berlim, e nessa altura lecciona história e oratória a proletários de Liebknecht, na escola da região. Em simultâneo, passa a frequentar a Sociedade Teosófica, apresentando o resultado da sua própria investigação espiritual, nomeadamente sobre o cristianismo.

Em 1913 cria a Sociedade Antroposófica, procurando elaborar a Antroposofia como uma ciência do espírito. Com base nessa perspectiva destacamos três obras essenciais: “Teosofia”, que desenvolve uma descrição do ser humano e da Terra, integrando corpo, alma e espírito, as três esferas básicas do universo, “Como se adquirem os conhecimentos dos Mundos Superiores?”, que assenta na capacidade que todos os seres humanos têm de aceder ao conhecimento dos Mundos Superiores e, por último, “Ciência Oculta”, que explora a evolução do Universo e do Homem como resultado da acção de seres divinos sublimes, incluindo a sua manifestação no mundo físico.

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Rudolf Steiner empenhou-se em ensinar com rigor somente o que sabia através da sua própria experiência, não utilizando tradições ocultas.

Toda a actividade cultural, incluindo arte, ciência e até mesmo a agricultura foram áreas que interessaram a Steiner, para as quais criou aplicações práticas que assentavam no máximo desenvolvimento das capacidades individuais de cada um.

Outra área estudada por Steiner foi a da educação, e a sua manifestação prática gerou a pedagogia Waldorff, que defende um ensino que compreenda o desenvolvimento da actividade pedagógica na criança sem a conformação de um modelo pré-fixado. Também a medicina Antroposófica, cuja base é espiritual, foi uma das suas grandes contribuições. Não competia com a medicina convencional, mas completava-a, e tornou-se prática comum para milhares de médicos, laboratórios e clínicas de todo o mundo.

Ainda antes de morrer, a 30 de Março de 1925, Steiner reestruturou a Sociedade Antroposófica e fundou a Escola Superior Livre para a Ciência Espiritual visando a promoção da pesquisa no âmbito espiritual e a realização dessa pesquisa propriamente dita.

Artigo adaptado da revista Biosofia

Revista distribuída pelo O Centro Lusitano de Unificação Cultural
Adaptado por Nuno Pinto

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