Depois de observar atentamente as formas da astrolatria que se dão no pensamento religioso de muitos povos, muitos estudiosos falam de povos lunares e povos solares, fazendo alusão à Lua e ao Sol, mesmo quando a história nos fala do culto a outros astros e constelações.

Os primeiros estudos científicos da Astrolatria, começam na segunda metade do século XVIII, quando Charles François Dupuis, numa sua obra, pretende demonstrar a origem astral de todas as religiões e mitologias.

Como estudo de um facto religioso, a Astrolatria só começa a estudar-se cientificamente a meados do século XIX, quando o estudo das línguas e culturas dos povos indo europeus, deu origem à criação de uma escola de mitologia astral e natural.

Foram atribuídos aos corpos celestes um papel importante na formação da mitologia, fazendo derivar da Babilónia, a maior parte das crenças da astrolatria dos povos.

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Todas estas teorias foram polémicas e tiveram os seus defensores e detractores. Podem situar-se as origens da Astrolatria na Pré- História, possivelmente no Paleolítico, mas os primeiros documentos são posteriores e aparecem relacionados com a agricultura e civilizações do neolítico em que se pode verificar a presença de ideias míticas relacionadas com o culto dos astros.

Pode dizer-se que a Astrolatria como tal, toma forma a partir do século VII a. C., quando se inicia na Babilónia o estudo científico dos planetas e a sua identificação com os deuses babilónicos. Samash (o Sol), Sin (a Lua), Marduk (antigo deus celeste, identificado com Júpiter), Ninib (primitivamente o Sol nascente e poente, identificado como Saturno) e Nergal (Sol invernal, identificado como Marte) e Istar (nome atribuído a Vénus).

Outros povos da África Oriental, Celtas, Gregos, Egípcios e outros, atribuíam a estes planetas o seu simbolismo religioso.

Algumas constelações, a estrela polar e a abóbada celeste também foram objecto de culto na Astrolatria.

José Arjones Maiquez

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