Depois do recolhimento do Inverno, as flores renascem e tudo parece infinitamente mais luminoso e vivo. A Primavera está a chegar e não é apenas na natureza que tudo se transforma e recria.

Como somos uma réplica do universo - a passar de uma estação para a outra, num movimento circular sem princípio nem fim em que tudo sucessivamente se transforma -, também dentro de nós se sentem os ciclos das estações. E convém que os aproveitemos,

Ao fazer com que aquilo que somos se vá ordenando de acordo com um plano superior, esta interação convida-nos a uma harmonia crescente. E é esta a evolução contínua que a astrologia nos apresenta através do simbolismo do Zodíaco - faixa do céu por onde, observados a partir da Terra, os planetas parecem mover-se.

Exuberantes, entusiastas, gostando de risco, calor, ação, conquista, os signos de Fogo - Carneiro, Leão, Sagitário - arrancam com as coisas mas não sabem geri-las. Representam a fonte da vida, aquilo que começa,

Daí que, quando o Sol no seu movimento aparente, atravesse o Equador no chamado ponto vernal e entre no primeiro signo deste Elemento, o ano astrológico se inicie, a Primavera comece e tudo se equipare aos primeiros 10 anos da nossa vida..

Carneiro simboliza a coragem inconsciente capaz ora de despertar ora de agredir. Como a ação tem valor por si mesma, a energia é gasta toda no sentido da nova experiência. Precisamos sobretudo de agir e de nos afirmar, sem nos conter nem medir riscos. Regidos por Marte, planeta da coragem, do impulso inicial, somos os melhores a começar o que quer que seja.

Segue-se-lhe o primeiro signo de Terra, Touro, capaz de enraizar, consolidar, dar estabilidade material ao que foi criado, para que frutifique. A Primavera chega ao seu apogeu - que podemos equiparar ao período da nossa vida entre os 10 e os 20 anos. Inflexíveis, ninguém melhor do que nós para possuir seja o que for, usufrui-lo através da experiência do físico, da posse dos outros e das coisas. Regidos por Vénus, planeta da afetividade e da doçura, ainda somos vulneráveis.

É com um signo de Ar que esta estação do ano declina e que corresponde ao período entre os 20 e os 30 anos da nossa vida.  . Gémeos simboliza aquilo que, já conquistado e concretizado, a seguir precisa de ser espalhado e divulgado para que, não ficando presos a qualquer estrutura rígida, possamos continuar a evoluir.

O princípio comunicativo, mental, leve, começa a manifestar-se de forma indiscriminada, volúvel. É através da relação – qualquer que sela seja -, que por esta altura da nossa vida nos conhecemos. Por isso precisamos de partilhar, de trocar ideias, de falar mesmo que um pouco à toa. Regidas por Mercúrio, planeta por excelência da comunicação, todas as relações são verbalizadas de forma imediata, começando e acabando ao sabor do vento.

Neste primeiro nível do Zodíaco que, simboliza a consciência primária, há uma predisposição especial para que algo de novo comece - dentro e fora de nós.

Respondemos taco a taco, reagimos vivamente e explodimos quando nos tocam nalgum ponto sensível. Não nos falta dinamismo nem energia. E, em princípio, temos as características que, em Carneiro, se manifestam através da forma de criar e agir, em Touro, pela forma de gerir e consolidar o que existe e, em Gémeos, sob a forma de espalhar e divulgar .

Assim como a Primavera se opõe ao Outono, também os signos de Carneiro, Touro e Gémeos se opõem aos seus complementares, ou seja, respetivamente a Balança, Escorpião e Sagitário.

Verão, a estação que se segue – e que corresponde ao apogeu do ano quando o Sol está no ponto mais alto do céu -, começa com um signo de Água, Caranguejo, símbolo da dissolução que permite a passagem para um nível mais elevado de consciência.

Correspondendo à fase de declínio do ano astrológico, o Outono começa com um signo de Ar, Balança, símbolo do equilíbrio de opostos. E o Inverno, altura do ano em que já nada começa, mas tudo se prepara para um próximo recomeço, inicia-se com o último signo de Terra, Capricórnio.

Assim como na natureza, quando é dia  num lugar, é noite no lugar oposto e, quando algo morre, há sempre algo que nasce, também em astrologia tudo tem de ser visto como um equilíbrio entre opostos. Cada setor do Zodíaco ou cada signo contém as características que faltam ao setor ou ao signo oposto e vice-versa.

Maria José Costa Félix, astróloga e autora de livros de desenvolvimento pessoal

Mail: mjcostafelix@sapo.pt 

Tel. 21 390 69 22   Tlm 93 390 69 22

- Com cinco filhos e treze netos, MJCF é licenciada em Filologia Germânica, frequentou o Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) em Lisboa e esteve integrada num trabalho de grupo de investigação num hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro.

- Tendo-se iniciado no Brasil, é astróloga há mais de 30 anos.

- Depois do 25 de Abril em Portugal, participou em dois governos, num como secretária e noutro como adjunta de Primeiro Ministro.

- Jornalista durante cerca de 30 anos como redatora nas revistas Marie Claire, Máxima e Viver com Saúde, colaborou em vários outros orgãos de comunicação, dirigiu um suplemento de astrologia do jornal Sete e fez vários programas de televisão nesse âmbito.

- É autora de livros de desenvolvimento pessoal desde 2002         editados pela Leya (Oficina do Livro) com os títulos Bem-estar interior (editado também no Brasil), Mais e Melhor, Sol e Lua de Mãos Dadas, Vamos falar de Amor?, Ajude o seu Filho a Crescer em Paz, Conheça bem as Asas que tem, Morrer e Renascer, Atalhos do Amor, Envelhecer Sem Ficar Velho.

- Atualmente dá consultas e aulas de astrologia numa perspetiva humanista/psicológica e cármica. E escreve textos não de entretenimento mas de interrogação sobre o sentido da vida, em que convida o leitor a acreditar numa força superior que nos ilumina mesmo nos momentos de maior escuridão.

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