As mulheres têm uma remuneração média 20 por cento inferior aos homens, indica uma nota da central sindical CGTP ontem divulgada a propósito do Dia Europeu da Igualdade Salarial e a realidade em Portugal.

A remuneração média mensal das mulheres é de 831 euros, enquanto nos homens sobe para 1.024 euros, especifica o comunicado para assinalar a efeméride que se celebra na quarta-feira.

Nos vencimentos mais baixos, as mulheres voltam também a ser discriminadas, já que há duas vezes mais trabalhadoras a ganhar o salário mínimo ou menos, acrescenta a nota feita a partir de estatísticas governamentais.

Neste caso a CGTP salienta que o ordenado mínimo (485 euros), depois de deduzidos os descontos, fica reduzido a 432 euros, valor abaixo do limiar da pobreza, fixado em 434 euros.

Também nas pensões, as mulheres recebem, em média, menos 40 por cento que os homens, ficando-se pelos 304 euros mensais contra 516 euros dos reformados masculinos.

O rendimento social de inserção é outro dos indicadores que a central sindical utiliza para ilustrar a desigualdade de rendimentos entre em mulheres e homens, já que mais de metade dos beneficiários (52,4 por cento) são do sexo feminino.

Perante esta realidade, “impõe-se, cada vez mais, a necessidade do crescimento real dos salários e das pensões, bem como o aumento imediato do salário mínimo nacional, como instrumentos fundamentais para reduzir as desigualdades, as discriminações, combater a pobreza e a exclusão social”, defende a CGTP.

A central aproveita a ocasião para criticar as recentes declarações do cardeal Manuel Monteiro de Castro, a “lembrar tempos antigos “” quando afirmou que “se deve dar mais valor à mulher em casa”.

“A falta de infra-estruturas de apoio à família obriga, por exemplo, a mulher a trabalhar mais 16 horas por semana, em trabalho não remunerado, de apoio à família”, contrapõe a nota.

21 de fevereiro

@Lusa

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