#MeToo: O pormenor da capa da Time em que só os mais atentos repararam

Em homenagem às "Silence Breakers", a revista Time trouxe à primeira página Ashley Judd, Taylor Swift, Susan Fowler, Adama Iwu e Isabel Pascual (nome fictício), mulheres que vieram a público revelar terem sido vítimas de assédio sexual.

Rapidamente o fenómeno ganhou a força de um movimento, designado #MeToo, e levou dezenas de outras pessoas a partilhassem histórias semelhantes que envolveram abuso, assédio ou maus tratos.

Na capa da revista Time, no canto inferior direito, há um cotovelo sem cara que pretende ser o símbolo de todas essas mulheres e homens anónimos que não quebraram o silêncio por medo ou receio, explicou o editor Edward Felsenthal.

"A imagem que se vê parcialmente na capa é de uma mulher com quem falámos, uma funcionária de um hospital do centro do país, que não sente que pode falar sem ameaçar a sua forma de subsistência", comentou no Programa Today, da NBC.

O escândalo que envolve dezenas de várias figuras proeminentes começou em Hollywood com o produtor norte-americano Harvey Weinstein a ser acusado de assédio e abuso sexual por mais de oitenta mulheres.

Entretanto, surgiram outros casos, que envolvem celebridades de várias áreas, como Kevin Spacey, Ben Affleck, Brett Ratner, Charlie Sheen, Dustin Hoffman, James Toback, Charlie Rose, Glenn Thrush, Matt Lauer ou Terry Richardson.

"Esta foi a mudança social mais rápida a que assistimos nas últimas décadas e começou com atos de coragem individuais de centenas de mulheres - e de alguns homens também - que se chegaram à frente e contaram as suas próprias histórias", escreve o editor chefe da publicação no editorial.

Leia também: Assédio sexual: Médico alerta que “sofrer em silêncio” pode desencadear ideação suicida

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