Da mesma forma que não foi, durante séculos, o puro sangue do seu corsel a transformar o homem num cavaleiro andante saído de um bom romance. Não. Não é a mota que faz o homem. Da mesma maneira que não são as pinturas, roupas e adornos que fazem da mulher uma “bomba”.

O sexo feminino pode vestir roupas fantásticas, jóias valiosíssimas e pinturas vistosas, mas tem que saber envergá-las e dominá-las, sob pena de ser apenas um cabide mal amanhado e estranho desprovido de qualquer encanto. Com o sexo masculino passa-se o mesmo: ou o homem domina a máquina que lhe ronrona entre as pernas e se torna uno com ela numa ligação consistente, ou corre o sério risco de fazer figuras tristes e se estampar na curva seguinte.

Adoro motas. E temo-as, claro. Talvez por isso nunca me tenha atrevido a guiá-las eu mesma. É dos poucos casos em que a atitude aventureira me fica em casa, guardada nalguma gaveta. Com as motas mantenho uma postura de donzela recatada. É um dos poucos casos em que me parece bem ser sempre o homem a comandar, levando-me abraçada atrás, por caminhos em que o vento me fustiga por fora com a mesma intensidade que a adrenalina corre cá dentro.

Um passeio de mota com ele a conduzir-me. Algo tão poderoso, tão intenso e ao mesmo tempo tão simples. À volta só vazio. O asfalto a fugir por baixo e, à frente, as costas largas e fortes que só tenho que agarrar.

A extensão mais sensual de um homem continua a ser a sua mota. Mas só se a dominar. Se souber ser uno com ela. Porque o mais apelativo atributo é a alma de selvagem… que sabe ser bem segura.

Um forte abraço a todos,

  
Ana Amorim Dias

 

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