A agência, que depende da UE, concentra-se nos esforços que têm de ser feitos pelos Estados-membros para reduzir as emissões em setores não cobertos pelo sistema de comércio de emissões (ETS na sigla em inglês, o mercado europeu de carbono).

Em questão estão setores como a construção, agricultura, gestão de resíduos ou transportes, que representam cerca de 58% do total de emissões de gases com efeito de estuda na UE.

“Hoje, a mais de metade do período 2005-2030, as reduções totais alcançadas nos setores representam apenas um terço da redução necessária até 2030, para atingir a meta dos 30% comparando com os níveis de 2005”, notam os autores do relatório.

E explicam: “A partir de 2018, a taxa anual de reduções de emissões ao nível da UE deve quase dobrar para alcançar as reduções previstas nos regulamentos sobre a repartição do esforço”.

A meta geral de redução de gases com efeito de estufa da UE até 2030 é de menos 40%, de acordo com os compromissos do acordo climático de Paris de há cinco anos. E a Comissão Europeia está sob pressão, em particular do Parlamento, para aumentar essa ambição para menos 50%, ou mesmo menos 55%.

A Agência Europeia do Ambiente salienta que, nos esforços realizados até agora, cerca de metade das reduções de emissões tiveram origem no setor de “sistemas de aquecimento e refrigeração”.

Ao contrário, os setores dos transportes e da agricultura, que representam cerca de metade das emissões fora do mercado, tiveram “reduções muito limitadas”, segundo a Agência.

As emissões ligadas ao transporte aumentam todos os anos desde 2014, observa a AEA, avisando que se os Estados-membros querem uma redução no futuro têm de tomar ou implementar medidas.

Em relação à agricultura a AEA mostra-se preocupada pelos dados que indicam que as reduções previstas são muito pequenas.

O relatório baseia-se nos números mais recentes disponíveis, de 2018, e não tiveram em consideração a saída do Reino Unido da União Europeia.

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