É necessário "manter os objetivos do acordo de Paris" de dezembro de 2015, pediu Célia Blauel, adjunta encarregada do Meio Ambiente na Câmara Municipal de Paris, antes de acrescentar que "Paris, como numerosas cidades, declara estado de emergência climática".

Num conselho municipal, a prefeitura de Paris decidiu criar uma "Academia do Clima" que visa "oferecer aos jovens e voluntários do clima, um lugar participativo e educacional, gratuito" e, assim, formar e sensibilizar este público sobre temas ambientais ao longo de sua escolaridade ou permitir o "desenvolvimento de projetos ambientais".

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Durante o conselho, a Câmara também adotou a criação de um grupo de climatologistas, urbanistas e sociólogos, que poderão ser consultados e terão "um papel constante na implementação de políticas climáticas", acrescentou Blauel.

A poucos meses das eleições municipais, a presidente socialista de Paris Anne Hidalgo e a sua comitiva multiplicam os projetos ecológicos.

Depois de uma área para pedestres nas margens do Sena, a cidade de Paris promoveu a vegetalização das ruas e praças da capital e anunciou a criação de "florestas urbanas" para combater o aquecimento global e os efeitos da poluição.

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O presidente francês Emmanuel Macron reiterou recentemente a constatação de um "estado de emergência climática" e anunciou no final de abril a criação de um "Conselho de Defesa Ecológica".

A medida é semelhante ao que já fizeram outras cidades e países - Reino Unido e Irlanda -, e até o parlamento português aprovou por unanimidade um projeto de resolução em que recomenda a declaração de emergência climática, que o ministro do Ambiente português, João Pedro Matos Fernandes, desvaloriza como meramente simbólica.

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