A marcha, liderada não só por Thunberg mas também por outros convidados como a ativista Vanessa Nakate, seguia para um encontro de 400 jovens de todo o mundo reunidos pela ONU para darem sua visão sobre a questão das alterações climáticas, um mês antes da Conferência da ONU sobre o clima (COP26), marcada para Glasgow, Reino Unido.

“Devemos chamar a atenção de volta para o imenso problema da crise climática”, afirmou, citada por agências internacionais, Maria, de 15 anos, com o rosto pintado de verde e um fato branco de proteção completo.

Além de felizes por estarem de regresso à luta na rua após meses de protestos ‘online’ devido à pandemia de covid-19, os ativistas mostraram-se também confiantes no futuro da causa climática.

“Seremos sempre mais. Isso mostra que o clima é importante para muitas pessoas”, prometeu a aluna alemã, Frida, de 24 anos, que estuda em Itália.

Os cartazes erguidos também demonstraram a mesma confiança, lendo-se frases como “o mundo está a acordar e as mudanças estão a acontecer, goste ou não”.

Durante esta madrugada cerca de 100 ativistas ocuparam pacificamente a Praça Affari, onde fica a sede da Bolsa de Valores de Milão, para reclamar ações políticas contra o clima.

Os jovens integrantes da plataforma ”Justiça climática” e também ativos na reunião “Jovens pelo Clima” (Youth4Climate), evento prévio à COP26, onde apresentaram propostas concretas aos políticos, acamparam em tendas para passarem a noite e colocaram num grande cartaz a frase: ”a bolsa ou a vida”.

De acordo com os meios de comunicação italianos a noite passou-se tranquilamente sob fiscalização policial.

O evento de preparação da COP26, em que, até sábado, participam delegações de mais de 40 países, reúne ministros, empresários, ativistas e organizações da sociedade civil para discutir os principais aspetos políticos das negociações e aprofundar alguns dos principais temas que serão discutidos na Conferência da ONU.

Na inauguração do evento, na quinta-feira, os jovens foram ouvidos pelo primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que reconheceram o impacto da mobilização dos jovens e a importância da causa ambiental.

“A vossa mobilização teve um grande impacto e podem ter certeza: estamos a ouvir-vos”, disse Draghi, enquanto Johnson lamentou que possam ter de ser os jovens a “pagar as consequências de algo que não fizeram”.

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