O Natal está mesmo aí à porta e a corrida aos centros comerciais já é um habitué desta época. Esta data, que deveria marcar um período de reflexão espiritual, de celebração da união e da família e de solidariedade, passou, na verdade, a ser sinónimo de consumismo. E se este ano fosse diferente?

Não, não estamos a sugerir que elimine os embrulhos debaixo da árvore de Natal e não ofereça nada à avó ao sobrinho ou à melhor amiga, até porque consumir com consciência não significa parar de consumir.

O que propomos é que neste Natal consuma melhor, com qualidade e de forma sustentável. Para o ajudar nesta tarefa, Vera Gallardo reuniu algumas práticas que poderá adotar para que tenha um Natal mais consciente e amigo do planeta.

“Um Natal sustentável não exige nada de extravagante, apenas parte do princípio que é possível encontrar soluções para que o Natal não termine numa gigante bola de lixo que contamina o ar, o solo e a água e que estava ao nosso alcance evitar”, explica a autora do blog dedicado à compra consciente e sustentável de artigos de moda e beleza.

“Podemos contribuir positivamente para um Natal mais amigo do ambiente e com mais significado, sem ter de fazer o maior dos sacrifícios. Para isso basta reduzir o impacto de algumas escolhas que fazemos pelos dias que antecedem o Natal”, continua.

Vera Gallardo
Vera Gallardo créditos: ANDRADE_FOTO_2018

Vera Gallardo sabe que as compras de Natal podem ser uma tentação. Por mais que se planeiem as compras e se façam listas de presentes, é fácil desviarmo-nos das nossas reais necessidades e levar mais do que havíamos planeado. Quando nos apercebemos temos um avolumado de presentes no carrinho que no fim não correspondem nem à nossa intenção nem aos nossos planos.

O guia que Vera apresenta ajuda, de uma forma muito simples, a planear as compras de Natal tendo como base duas ideias: o que devemos evitar e o que podemos fazer quando planeamos as nossas compras.

Devemos EVITAR:

- Comprar apenas porque é Natal.

- Comprar apenas porque parece bem oferecer algo.

- Comprar coisas “baratas” que não são nem boas para oferecer nem boas para receber.

- Comprar uma coisa sem significado, que em nada valoriza a oferta ou a pessoa que a recebe.

- Não comprar coisas de plástico de uso único, de algodão a menos que seja orgânico, de sintéticos a menos que sejam provenientes de produto reciclado.

- Não comprar coisas de materiais que não se possam reciclar, renovar ou reutilizar posteriormente (ou por outras pessoas).

- Comprar prendas descartáveis.

- Usar a expressão “just in case” para justificar uma compra qualquer e sem propósito.

Podemos COMPRAR:

- Prendas que já sabemos antecipadamente que as pessoas vão gostar.

- Prendas que fazem sentido, que têm um propósito, revestidas de significado.

- Prendas que ajudem uma instituição ou organização de causa humanitária ou outras.

- Prendas feitas pela própria pessoa.

- Prendas compradas em lojas ou de marcas sustentáveis.

- Prendas de produção e venda local.

- Prendas de artigos vintage ou antiguidades.

- Prendas de artigos de qualidade e ou intemporais.

- Prendas de artigos que podem durar uma vida.

- Prendas que podem ser passadas de filhos para netos e gerações futuras.

O ideal é que estes princípios possam ser aplicados noutros momentos festivos que envolvam compras, sendo vários os seus benefícios, sobretudo os recursos poupados e a diminuição do impacto negativo que estas épocas geram no planeta.

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