Em declarações à agência Lusa, a climatologista indicou que a situação de seca “entre fraca e moderada” já se verificava no último trimestre de 2021 e que não há para já previsões de chuva significativa, pelo menos até ao fim de janeiro.

“É uma situação anormal para esta altura. Não está ao nível de uma seca como tivemos em 2005. Mas se entre o final de janeiro e fevereiro não houver precipitação, a situação poderá agravar-se imenso”, referiu.

Entre 24 e 26 de janeiro deverá chover, mas não chegará para inverter a situação de seca em que se encontra o território, sobretudo Alentejo, Algarve e nordeste transmontano.

Apontou que é “ingrato” prever se vão recuperar os “valores abaixo do normal” de precipitação, porque “nestas latitudes pode mudar o padrão de circulação atmosférica” e chover o suficiente em fevereiro.

“Mas a previsão não aponta para já para grandes quantidades de precipitação nos próximos tempos”, reforçou.

Vanda Cabrinha afirmou que não se pode culpar diretamente as alterações climáticas pela seca do início de 2022, mas que “faz parte de uma tendência dos últimos anos, desde 2000, de aumento da frequência e intensidade das situações de seca”.

“Isso é quase de certeza uma consequência do que se verifica com alterações climáticas, o aumento de períodos secos, sobretudo nas latitudes do sul da Europa, incluindo Portugal e Espanha”, referiu a técnica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

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