No contexto da campanha “Bacalhau com todos, foi você que pediu?”, a Quercus deixa um apelo à total proibição da oferta de sacos de plástico e convida os consumidores a usarem o seu próprio saco reutilizável nas compras.

No âmbito desta campanha, num vídeo com menos de um minuto, disponibilizado nas redes sociais, assistimos à preparação do tradicional bacalhau cozido com batata e couve. Isto numa cozinha doméstica. Há, contudo, um senão. À mesa, o nosso bacalhau com todos, é servido num prato onde não falta o plástico, a ombrear com o fiel amigo, acompanhamentos e azeite.

Em comunicado que acompanha a apresentação desta campanha, a associação nacional de conservação da natureza, sublinha que “no arranque de 2015, a lei da reforma da fiscalidade verde introduziu uma taxa de 0,10 euros por cada saco de asas em plástico, o que provocou uma forte mudança nos hábitos dos Portugueses que começaram a levar os seus sacos de casa e a reutilizá-los. Isto causou uma redução em cerca de 50% na compra de sacos de plástico nos supermercados”.

Contudo, para a Quercus, esta medida não é suficiente: “Portugal precisa de proibir a oferta de sacos de plástico em todas as lojas de retalho para garantir a redução do seu uso e o aumento de sacos reutilizáveis, preferencialmente reciclados e recicláveis”, considera.

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A utilização de materiais em plástico descartável e de curta utilização tem aumentado a um ritmo alucinante nas últimas décadas. Estima-se que a cada minuto se despeje no mar o equivalente a um camião cheio de lixo em plástico, onde se podem encontrar objetos tão diversos como garrafas de água e refrigerantes, copos, garfos, facas, pratos, colheres de café, cotonetes, sacos dos mais diversos tipos, redes de pesca, beatas, esferovite proveniente de embalagens e do setor da construção, entre outros.

“De facto, 80% destes materiais em plástico são resultado de produtos consumidos em terra, abandonados sem qualquer critério de seleção ou mesmo nas areias das praias”, alerta a Quercus.

Os números falam por si. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a cada ano sejam lançados para os oceanos oito milhões de toneladas de plástico, o que levou esta organização a lançar campanhas para promover a preservação dos oceanos e da vida marinha para as gerações futuras, apelando à redução do uso de descartáveis e de outros materiais em utilizações supérfluas, como períodos festivos, onde a sua produção é elevada.

Se continuarmos assim, segundo a ONU, em 2050, haverá mais plástico do que peixe nos Oceanos, e o Homem não vai ficar imune a este desastre, pois acabará por absorver toda esta poluição através da sua alimentação, inclusive no seu prato de bacalhau.

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