O problema já foi detetado nesse concelho do distrito de Aveiro em 2018 e vem motivando crescentes esforços no sentido de erradicar os ninhos da chamada vespa asiática, mas, num território de 329 quilómetros quadrados constituído essencialmente por floresta, o tempo seco tem facilitado a propagação da espécie indesejada.

Para a presidente da Câmara de Arouca, Margarida Belém, complementar as ações realizadas por bombeiros e associações ambientais, por um lado, com a distribuição de armadilhas para instalação pelos próprios proprietários agrícolas, por outro, visa assegurar um ataque simultâneo em mais frentes.

“Estamos conscientes de que as consequências decorrentes da presença da vespa velutina podem ser irreversíveis e poderão ter implicações em áreas como a biodiversidade, a agricultura e a apicultura, o que se reflete na própria economia local e na segurança pública”, declara a autarca à Lusa.

De acordo com os dados recolhidos no âmbito do Plano de Prevenção e Controlo da Vespa Velutina lançado pela Câmara de Arouca em 2020, com um orçamento de 30.000 euros até final de 2022, no primeiro ano dessa medida foram identificados e controlados no concelho 423 ninhos de vespa asiática e, no seguinte, 739, o que representa um aumento na ordem dos 75%.

Facilitada pela precipitação reduzida, a proliferação da espécie predadora tem assistido a “um aumento continuado” nos últimos tempos e resistido aos esforços técnicos da associação Nativa, que vinha recorrendo a um sistema em que isco envenenado introduzido num dos ninhos de vespas e depois disseminado pelas próprias pelos ninhos-satélites da mesma colónia afetava o sistema nervoso dos insetos e conduzia à sua extinção em poucos dias.

A autarquia está agora, contudo, a considerar a aplicação de mais métodos no combate ao problema. “Estamos a analisar, inclusive com alguns apicultores do concelho, as diferentes metodologias disponíveis, por forma a selecionar aquela que pareça mais viável e represente um menor risco para o meio ambiente”, explica Margarida Belém.

Quanto aos prejuízos que a vespa asiática tem causado no território, a autarca não quantifica o número de colmeias extintas ou as perdas no fabrico de mel, mas afirma: “Temos tido ‘feedback’ dos produtores de mel, que nos transmitem terem tido grandes prejuízos nas suas colmeias, devido à elevada mortalidade causada pela vespa velutina. Como os indivíduos dessa espécie são carnívoros e predadores de abelhas, usam-nas como alimento para as suas larvas e, quando atacam os apiários, levam muitas vezes à inviabilidade das colónias que aí vivem”.

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