“Nós estamos a desenvolver exatamente uma política e um modelo de investimento público capaz de definir objetivos e definir as nossas próprias metas [ambientais] até porque há, por inteligência da aplicação dos fundos comunitários, esta exigência”, declarou, no domingo, Bolieiro aos jornalistas.

O líder do executivo açoriano de coligação PSD, CDS-PP, PPM falava nas Lajes das Flores após a sessão do Fórum Autonómico sobre desenvolvimento sustentável.

A iniciativa decorreu integrada na visita estatuária do Governo dos Açores à ilha das Flores, no grupo ocidental do arquipélago.

Questionado acerca de um prazo para apresentação das metas ambientais a fixar pela região, José Manuel Bolieiro referiu apenas que os membros do governo "estão empenhadíssimos" na "construção das mesmas".

“Somos um ativo muito positivo e um bom exemplo para o mundo de uma economia descarbonizada e até mesmo com a capacidade de captura de carbono que poucos têm no mundo”, assinalou.

E reforçou: “Nós não podemos ficar satisfeitos apesar de ser elemento de satisfação o nosso legado [ambiental]”.

A oradora do Fórum Autonómico, a engenheira agrónoma Joana Borges Coutinho, defendeu que os Açores já deviam ter fixado metas para a redução de gases com efeitos de estufa.

A especialista em políticas de Desenvolvimento Sustentável lembrou que o Governo da República já fixou metas nacionais, tal como a União Europeia, que pretende, por exemplo, atingir a neutralidade carbónica em 2050.

“Precisamos medir e recolher dados. Precisamos de saber onde estamos, quanto é que emitimos, para sabermos quão depressa podemos reduzir essas emissões”, afirmou aos jornalistas, referindo-se à situação no arquipélago.

Borges Coutinho salientou ser “preciso agir agora” quando questionada sobre se a região já vai atrasada na definição das metas para a redução de emissões.

“Há um ditado que diz que a melhor altura para plantar uma árvore de frutos é há 20 anos atrás. A segunda melhor altura é agora”, salientou.

Joana Borges Coutinho disse não existir “razão nenhuma” para os Açores “não serem líderes” ao nível internacional no combate às alterações climáticas.

“Temos de acelerar e temos de agir. Está na altura de parar de falar e de começar a agir. É isso que se exige, não só a esse executivo [açoriano], mas a todos os executivos no mundo”, apontou.

O Governo dos Açores iniciou no domingo uma visita estatutária à ilha das Flores.

Segundo o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das ilhas do arquipélago sem departamentos governamentais (seis das nove), pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.

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