Comprar uma casa é uma opção com mais despesas iniciais do que arrendar, mas não deixa de ser a escolha de muitos. Isto porque, ao comprar uma casa, o imóvel passa a ser seu, tendo maior liberdade em termos de decoração e ficando com património. Ambas as opções têm vantagens, bem como desvantagens. Mas afinal, quais os custos em cada uma?

Quais as despesas a ter em conta na compra de uma casa?

Se vai comprar a primeira casa com crédito habitação, deve estar preparado para todos os custos que acrescem ao valor que vai dar pela casa.

Atualmente, os bancos não financiam a 100% a compra de uma casa. No máximo, emprestam o correspondente a 90% do valor, de avaliação ou aquisição (sempre o valor mais baixo), pelo que tem de dar o montante que falta.

Isto é, se o imóvel que pretende comprar custar 200.000 euros e o banco lhe emprestar 90% desse valor, vai ter de pagar os 10% em falta. Neste caso, 20.000 euros.

Mas além deste valor, ainda tem de contar com as despesas de processo e os impostos. Nestas despesas estão incluídas a comissão de dossier, a comissão de avaliação, a comissão de formalização da escritura, o registo de compra e o registo de hipoteca, a cópia certificada do contrato e o depósito de documento particular autenticado online. O valor de cada pode depender de banco para banco, mas, no total, estas despesas podem variar entre 1.350 e 1.680 euros.

Quanto aos impostos, conte com dois impostos principais a pagar na escritura: o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), caso o imóvel que vai comprar seja acima dos 92.407 euros, e o Imposto de Selo.

O IMT é um imposto municipal que paga ao Estado uma vez e a sua taxa pode variar entre 1% a 8%, dependendo do valor da casa e da sua finalidade. Ou seja, calcula-se da seguinte forma:

IMT = Valor maior (escritura ou patrimonial tributário) x Taxa a aplicar – parcela a abater

A taxa varia consoante se a habitação é urbana ou rústica, casa própria permanente ou secundária e a localização (Regiões Autónomas ou Continente). Já a parcela a abater é o valor a descontar ao que é calculado com base na taxa a aplicar.

A partir daí, ao adquirir o imóvel, passa a ter de contar com a prestação mensal acordada com o banco e, ainda, com a prestação de dois seguros: o seguro multirriscos e o seguro de vida. Estes são dois custos com que terá de contar quando realiza um crédito habitação, pois o banco exige que os faça para que possa avançar com o contrato de crédito. Por isso, conte com as prestações do seguro multirriscos e do seguro de vida no crédito habitação.

Não se deve esquecer ainda dos custos necessários para mobilar a casa; comprar, pelo menos, os eletrodomésticos essenciais (caso esta não tenha), e ainda possíveis custos com transferência de contratos ou abertura de gás, água e eletricidade.

Que custos implica o arrendamento de uma casa?

Se não quiser ou não puder pagar despesas de processo e impostos, tem a opção de arrendar uma casa.

O arrendamento costuma ficar mais caro a nível de prestações mensais do que num crédito habitação, mas não tem tantas despesas iniciais.

Ao arrendar uma casa, o senhorio pode pedir como garantia uma caução inicial que costuma corresponder a duas rendas. E se a casa não estiver mobilada ou com eletrodomésticos, também tem de contar com esses custos. Mas também existem casas para arrendar com tudo pronto a habitar, onde não tem de se preocupar com essas despesas.

Além disso, se quiser arrendar uma casa e ter um alívio na renda, pode concorrer ao Programa de Arrendamento Acessível, caso preencha os requisitos necessários para a candidatura.

Antes de avançar com decisões, faça um planeamento

Antes de tomar a decisão de ter a sua própria casa – arrendada ou comprada – deve fazer um planeamento com todos os custos a ter em conta. Seja com o processo inicial, seja mensalmente a partir do momento em que se mudar.

Ou seja, aponte numa tabela todos os custos iniciais a ter em conta versus o valor que pode dar; e elabore outra onde coloca todas as despesas mensais (renda, carro, gás, água, eletricidade, serviço de telecomunicações, condomínio, supermercado, lazer, entre outras) versus os seus rendimentos mensais.

Só assim vai ter uma noção se tem dinheiro para tudo e se o seu salário chega para cobrir as despesas mensais de morar sozinho. Depois, já pode tomar uma decisão informada e consciente sobre o próximo passo.

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