O mês de janeiro marcou o arranque das resoluções de ano novo, mas também ficou marcado por um novo confinamento devido à evolução da pandemia em Portugal. A verdade é que, a juntar às dívidas antigas e aos gastos extra feitos no Natal, junta-se também o clima de incerteza económica.

Grande parte do setor económico voltou a fechar. Muitos portugueses perderam ou viram reduzidos os seus rendimentos. E algumas moratórias terminaram.

Por isso, se ainda não o fez, este é o momento de rever as suas contas, de fazer um orçamento familiar e de se proteger dos efeitos financeiros da pandemia ou para qualquer outro imprevisto que possa surgir no futuro. Todo este planeamento vai permitir-lhe perceber onde está a gastar o seu dinheiro e onde pode cortar.

No entanto, e se contraiu créditos, o maior segredo para conseguir um dinheiro extra no final do mês passa exatamente por reduzir estas prestações. E como? Através da consolidação dos diversos créditos.

O que é um crédito consolidado?

Um crédito consolidado, tal como o próprio nome indica, é um produto financeiro que lhe vai permitir juntar todos os créditos num só, com melhores condições e uma única prestação mensal mais baixa.

Para além de poupar dinheiro, também poupa muitas dores de cabeça. Em vez de ter vários débitos aleatórios na sua conta, com esta consolidação, passa a ter apenas um único pagamento mensal e uma única entidade credora.

A taxa de juro final do crédito consolidado é, normalmente, mais baixa do que a média das taxas de juro de todos os créditos, ou mesmo muito mais baixa se já tiver um crédito à habitação e quiser tirar partido da sua hipoteca.

Uma solução que não é só para sobreendividados

A consolidação dos créditos pode ajudar a quem se encontre num grande sufoco económico e que esteja em risco de entrar em incumprimento devido à falta de pagamento. No entanto, esta é também uma solução para quem procura apenas poupar ou pretende obter uma folga financeira para aplicar noutras áreas da vida.

Por exemplo, pode gerar mais poupança (através das amortizações de empréstimos), criar um fundo de emergência para eventuais necessidades (despesas de saúde, do carro ou qualquer outro evento inesperado) ou até mesmo para recuperar alguns bens essenciais que teve de cortar das suas despesas mensais, como por exemplo o seguro de saúde.

Imaginemos o seguinte cenário. Um casal com dívidas acumuladas no cartão de crédito e com vários créditos ao consumo, entre eles o crédito automóvel. O total das várias prestações era no valor de 1.697€ por mês. Após a consolidação dos créditos, passaram a pagar 1.182€, com um prazo fixo de 84 meses. Este casal conseguiu assim numa poupança de 515€ por mês, que se vai traduzir numa poupança anual de 6.180€.

Alternativa às moratórias no crédito

Ainda que algumas financeiras já tivessem terminado o seu prazo a 30 de setembro, a moratória privada do crédito ao consumo terminou para todos no dia 31 de dezembro. A par desta, são muitos os portugueses que continuam com a moratória do crédito habitação.

Apesar de ser uma solução mais favorável no imediato, a verdade é que está apenas a adiar o problema. O que não pagar agora, terá de pagar mais à frente, e com juros.

Com o fim da moratória, é importante procurar outras alternativas. E, é aqui, mais uma vez, que a consolidação dos créditos pode ajudar.

Através do crédito consolidado pode conseguir reduzir as suas prestações até ao final do contrato e poupar, através de melhores condições e um custo de financiamento também ele menor, quando comparado com as condições atuais dos vários financiamentos que estão a decorrer.

Depois das suas finanças pessoais equilibradas, o crédito consolidado também pode ajudá-lo a poupar para concretizar os seus sonhos. No entanto, antes de avançar para esta ou qualquer outra solução financeira, deve analisar as suas vantagens e desvantagens.

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