Licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e trabalhou os últimos dez anos como designer gráfico embora a pintura fosse um tema recorrente na sua vida.

Há um ano decidiu dedicar-se a tempo inteiro à Art on Shoes e não podia ter corrido melhor. Alexandra Prieto, de 34 anos, cria sapatos com os seus quadros, uma ideia absolutamente inovadora que está a encantar as portuguesas e já começa a conquistar outros países.

A internacionalização a curto prazo é prioridade da marca que até já está em Barcelona e em breve em Macau e Hong-Kong, EUA e Países Nórdicos.

A pintura começou por ser um hobby na sua vida?

Apesar de trabalhar a tempo inteiro num atelier gráfico e de ter sido mãe de gémeos, nunca deixei de pintar. Tenho realizado várias exposições ao longo destes anos, quer colectivas quer individuais, estas últimas sob o título “A Prieto e a Cores”, onde exponho as minhas pinturas e esculturas que produzo cada ano.

Quando nasce a Art on Shoes?

Há cerca de um ano, na sequência de uma exposição individual que preparava, decidi aplicar o meu trabalho noutro suporte e nada melhor que juntar duas grandes paixões: a arte e os sapatos.

Abdicou do seu emprego para se dedicar à sua arte?

Deixei o meu antigo emprego e decidi dedicar-me a cem por cento às artes plásticas, design gráfico e à Art on Shoes. Registei a marca e o conceito e comecei a espelhar as minhas pinturas em sapatos de senhora e outros complementos de moda.

Transforma os sapatos numa peça de arte?

A arte também se pode calçar, é uma das nossas assinaturas. Cada coleção tem origem numa ilustração e dispõe de vários modelos (peep-toe, sabrinas, botins, sandálias entre outros) sendo cada sapato único e exclusivo.

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Quem é a Art on Shoes?

Atualmente este sucesso deve-se a um fantástico trabalho de equipa. Nomeadamente a minha irmã, Catarina Prieto, responsável das operações e gestora de produto, é uma parceira fundamental. Entre várias pessoas que estão envolvidas, o meu pai, Miguel Prieto, é responsável do departamento de internacionalização e marketing da marca.

E quem faz os sapatos?

Trabalhamos com fábricas nacionais (de que nos orgulhamos) cuja produção é de elevada qualidade correspondendo ao nível que o mercado da arte-moda-luxo assim o exige.

Não se limitam só a fazer os tecidos, também fazem os próprios sapatos?

Asseguramos toda a cadeia de concepção e criação, produção e distribuição. Começo por fazer a ilustração, selecciono os respectivos modelos de calçado e acompanho a montagem do próprio padrão, garantindo que cada sapato acaba por ser único.

Vende para fora de Portugal?

Já estamos numa loja em Barcelona e há menos de um mês fomos a Macau a uma feira internacional. Através do nosso site http://alexandraprietocollection.com temos também sido contactados por clientes estrangeiros que têm mostrado bastante interesse no nosso conceito.

E em Portugal?

Temos atualmente uma galeria em Lisboa, na R. 1 de Dezembro, nº 31, na loja “Marta Branco Designer” (S. Bento) e no Porto no “Gallery Hostel”, onde estão também disponíveis várias telas da minha autoria.

Tudo o que cria como artista plástica transforma em sapatos?

Nem tudo. O processo de criação consiste na idealização de uma ilustração direccionada especificamente para a aplicação do conceito.

Quanto custam os seus sapatos?

Rondam os 120-160 euros. Também temos lenços e écharpes em seda, xailes, cintos e malas. Optei por alargar o conceito em diferentes suportes e tem resultado muito bem.

Se alguém quiser fazer uma peça de vestuário também pode?

Seria muito interessante e possível. No entanto, um passo de cada vez! Ainda recentemente um casal adorou uma ilustração e pediu-me para fazer o papel de parede para o quarto e, para este caso, vamos produzir esse painel.

Com a abertura do show room na R. 1º de Dezembro, nas proximidades do Chiado, os clientes vão ter um contacto mais estreito convosco?

Não só é um ponto-de-venda privilegiado, é também um ponto de encontro de opiniões para abrir novas perspectivas e tendências. Fruto dessa aproximação, estamos a ponderar iniciar uma linha masculina, já que muitos homens têm solicitado modelos masculinos.

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Também é vosso objetivo preservar a exclusividade do produto?

Claro que sim. Também fazemos por encomenda sabrinas para menina iguais aos sapatos da mãe. Em sapatos de noiva, pode ser incluída uma frase cedida pelo casal, tornando não só um produto único como personalizado. Em alguns casos, pode-se incluir uma etiqueta com o nome da própria cliente. Cada sapato é uma peça de arte exclusiva.

O que tem sido mais gratificante neste projecto?

Fico muito feliz de ver este projecto evoluir em Portugal e ter receptividade lá fora. A perspectiva da ART ON SHOES Alexandra Prieto Collection crescer e internacionalizar-se faz-me ter um orgulho acrescido na mais-valia que acarreta para o nosso país.

Que idade têm os seus gémeos?

Seis anos. É um rapaz e uma rapariga. A minha “dream team”!

Este projecto envolve-a muito?

Muitíssimo. Para além da parte de execução e acompanhamento do produto, tenho o trabalho de pintura no atelier que me envolve bastante.

As criadoras também usam Art on Shoes?

Claro que sim. Afinal somos o espelho da marca. Quando saímos para uma festa ou um jantar geralmente usamos os sapatos de salto alto e, no dia-a-dia, usamos as sandálias e as sabrinas. Aaté a minha filha que é muito vaidosa usa as sabrinas feitas à sua medida sentindo-se uma princesa. “Cinderella is a proof that a pair of shoes can change our life, Art on Shoes can change yours”.

Texto: Palmira Correia

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