Desde o passado dia 1 de abril (e até ao dia 30 de junho), os portugueses já podem submeter a sua declaração de IRS referente a 2020. Este é o documento mais importante a nível fiscal e financeiro para muitas famílias portuguesas. Através a entrega podem aproveitar o reembolso para equilibrar as suas finanças, pelo que é importante garantir o seu correto preenchimento e esclarecer antecipadamente possíveis dúvidas.

Por isso, e para evitar surpresas e constrangimentos, reunimos 4 dicas para que possa entregar o seu IRS em 2021 com sucesso.

1. Esteja atento aos erros na sua declaração e no portal

Se vai optar pelo IRS automático, é importante que, antes de o submeter, valide se todos os dados, faturas e valores estão corretos. No entanto, se verificar que se esqueceu de validar as suas faturas no portal do e-fatura, não poderá prosseguir com a entrega automática. Para este efeito, tem de o inserir manualmente e corrigir as respetivas despesas no anexo H da sua declaração de IRS (Modelo 3). Estas correções implicam também que todos os campos deste anexo sejam completados de forma manual. Após ter preenchido tudo corretamente, deve guardar as faturas, de forma a puder confirmar a veracidade dos gastos.

Por outro lado, os erros também podem existir no próprio Portal das Finanças. À semelhança de anos anteriores, pode encontrar o portal inacessível devido às muitas entradas, ou até mesmo encontrar alguns erros informáticos que não lhe permitam fazer a simulação ou submeter a própria declaração.

Para tal, e como é mais comum que os erros aconteçam nas primeiras semanas, sugerimos que espere mais uns dias. Assim consegue garantir a entrega da declaração sem erros e sem influenciar a data e o valor do reembolso. Mas também não deixe para os últimos dias, pois nesta altura o portal também costuma revelar alguns problemas de acesso devido ao número elevado de contribuintes que tentam entregar o IRS.

Claro que, ainda que o Estado tenha até dia 31 de julho para efetuar os reembolsos, por regra, quanto mais cedo submeter a declaração, mais cedo recebe.

2. Faça simulações e comparações

O segredo para conseguir maximizar o reembolso do IRS pode passar por fazer simulações e comparações, principalmente se a sua declaração for complexa. Isto é, antes de a submeter, verifique, por exemplo, se compensa fazer o englobamento dos seus rendimentos.

No caso de estar casado ou em união de facto, deve também fazer simulações da entrega em conjunto e em separado com o seu cônjuge, e ver o que é mais vantajoso para o casal.

Mesmo esteja abrangido pelo IRS automático, é importante fazer a simulação para perceber o reembolso que poderá receber nos diferentes cenários.

A melhor forma de obter um bom reembolso é também começar a programar a entrega com antecedência. Uma vez que o ano fiscal de 2020 já terminou e que já não poderá fazer grande coisa para maximizar os seus rendimentos, comece, no entanto, a preparar o IRS do próximo ano e a adquirir hábitos, como por exemplo pedir todas as faturas com NIF.

3. Esclareça sempre as suas dúvidas

Procure sempre esclarecer as suas questões. Submeter uma declaração de forma errónea por escassez de informação, só vai atrasar a data de entrega e do respetivo reembolso (se se aplicar). Por isso, se tiver dúvidas sobre onde deve colocar a informação e como deve preencher os anexos, saiba que o Portal das Finanças dá instruções de preenchimento dos vários campos e ainda está disponível através do número 217 206 707.

4. Garanta que submeteu o IRS

Depois de fazer simulações e validar a informação, deve garantir que carrega no botão "Submeter" para que o IRS fique entregue. Para quem tem a possibilidade de o efetuar de forma automática, se não fizer nada, as Finanças irão assumir que a informação colocada é válida e irá fazer o reembolso ou pedir pagamento consoante os dados carregados.

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