É uma situação clínica com elevada morbilidade, levando nas descompensações a múltiplos internamentos. É também causadora de alta mortalidade, levando a que, nos casos graves, haja uma sobrevivência de tão baixa como de 50% após 5 anos do diagnóstico inicial. Estes dados de mortalidade comparam-se com os de alguns cancros.

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Os sintomas que provoca não são exclusivos deste síndrome clínico. Os mais frequentes são: Fadiga, Dispneia (falta de ar) e inchaço generalizado. Os sintomas surgem habitualmente só algum tempo após a instalação da lesão estrutural cardíaca inicial. Há um período em que o doente já tem insuficiência cardíaca, mas não apresenta sintomas.

Em grande parte dos casos a insuficiência cardíaca é provocada por insuficiência da contração cardíaca (disfunção sistólica), associada ou não a dilatação ventricular.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito clinicamente, a partir dos sintomas do doente, conjugados com dados de auscultação e com avaliação de tensão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e inchaço generalizado. De entre os exames de diagnóstico salienta-se o ecocardiograma que quantifica a insuficiência cardíaca e situações a ela associadas.

Diversas situações podem levar ao aparecimento de insuficiência cardíaca: lesão primária do miocárdio (músculo cardíaco) como no alcoolismo ou agressão viral; doença valvular cardíaca, arritmia cardíaca; ou combinação de fatores. 

É importante o diagnóstico na fase inicial da doença, porque um início de tratamento precoce pode estabilizar a situação, atrasar o início dos sintomas e principalmente diminuir a mortalidade.

O tratamento

O tratamento é geralmente através de medicação oral crónica e vários tipos de medicamentos, geralmente em combinação, que já demonstraram ser eficazes. É fundamental a correção de hábitos nocivos (como p.e. ingestão de álcool).

Em certos casos uma intervenção cirúrgica para corrigir uma lesão valvular, ou para colocar pontagens (by-pass) na sequência de obstruções coronárias e consequente isquémia miocárdica, ou a implantação de um Pacemaker, combinado ou não com desfibrilhador pode estar indicado para melhorar a sintomatologia do doente e reduzir a mortalidade previsível do mesmo.

Nas fases evoluídas da doença pode haver recurso a transplante cardíaco ou colocação de coração mecânico artificial. Em todas as fases a preocupação deve ser melhorar os sintomas e também reduzir a morte súbita.

As explicações são do médico José Miguel Santos, cardiologista da CORCLÍNICA.

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