É inegável a importância da tecnologia para a transformação da sociedade, quer em áreas sociais, empresariais ou até mesmo na saúde. Esta facilita processos, encurta distâncias, acelera as comunicações e gera resultados rápidos.

A tecnologia assistiva engloba equipamentos, dispositivos, recursos, estratégias, práticas e serviços que têm como principal objetivo promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação/inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade, fazendo com que estas se tornem mais autónomas, independentes e com uma qualidade de vida superior.

Ao nível da audição, um dos equipamentos mais utilizados nesta prática é o aparelho auditivo, pois auxilia pessoas com perdas auditivas de grau ligeiro a profundo. Além disso, este é programado para amplificar o som, proporcionando ao utilizador uma experiência individualizada consoante o seu limiar auditivo. Em ambientes ruidosos ou silenciosos, o aparelho auditivo permite uma melhor interação com as outras pessoas e uma participação mais ativa nas tarefas diárias e em sociedade.

Existem muitas ferramentas (software e hardware) disponíveis para capacitar e facilitar o dia-a-dia das pessoas que usam prótese auditiva. São de salientar as seguintes opções disponíveis (no mercado):

Transmissão de televisão direta para o aparelho auditivo

É de fácil activação, por sistema wireless, tornando possível que o utilizador equilibre o volume do som da televisão com sons ambientes e conversas ou podendo apenas optar por ouvir o som (sinal) da televisão.

Phonak ComPilot II

É um transmissor multiuso que se conecta a todos os aparelhos auditivos wireless da Phonak, possui um controle remoto integrado e oferece um tempo de transmissão prolongado.

Este hardware torna possível usar o telefone, ouvir música em um Ipod e ouvir de forma bastante clara o que nos rodeia.

COM-DEX

Consiste num dispositivo mãos-livres que transmite som de alta qualidade diretamente para os aparelhos auditivos.

O Com-dex não só é capaz de realizar o streaming das chamadas, como também da música e a alteração dos níveis de som dos seus aparelhos auditivos diretamente.

Neste momento em que as relações humanas ganharam novas formas de interação, não se pode perder esta aproximação digital devendo aproveitar-se e potenciar-se o uso das tecnologias para o desenvolvimento de todas as competências de cada um de nós.

Para que a inclusão social dos cidadãos portadores de perda auditiva, seja uma realidade, é necessário desconstruir o conceito de deficiência existente numa grande parte da população. Para isso, são necessários mais incentivos quer políticos quer sociais, que promovam a literacia em saúde nas escolas. Mas também em simultâneo, ações de formação no sentido de capacitar e mobilizar os cidadãos portadores de deficiência (s) a participar ativamente na sociedade, quer em aspectos educativos ou de empregabilidade.

Um artigo de Bárbara Rocha, Patrícia Cardoso, Inês Ribeiro, estagiárias na Licenciatura em Audiologia e David Tomé, professor adjunto de Audiologia na Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto (ESS-P.Porto).

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