A informação que circula por e-mail alerta para o facto de as lâmpadas de baixo consumo, ou economizadoras, terem mercúrio na sua composição e, por isso, serem perigosas para saúde.

O e-mail avisa que o mercúrio é um veneno perigoso que pode ser inalado caso a lâmpada se parta e acrescenta um conjunto de procedimentos a ter em conta para que não haja o risco de tocar ou inalar o mercúrio que fica nos vestígios da lâmpada partida.

Efectivamente não é um mito, é verdade. A Divisão de Saúde Ambiental da Direcção Geral de Saúde refere que «o mercúrio é uma substância que pode intoxicar por ingestão, inalação ou absorção cutânea. A exposição prolongada ao mercúrio pode produzir efeitos graves na saúde humana, caracterizados por sintomas diversos que podem ir desde alterações da personalidade, até estádios de coma mais ou menos severos, sendo o mercúrio prejudicial para o sistema neurológico, cardiovascular, imunitário e reprodutivo».

A diferença reside no facto de o mercúrio estar presente, de uma forma geral, em todas as lâmpadas fluorescentes compactas (compridas, em forma de tubo, usadas, normalmente, na cozinha) e fluorescentes tubulares (como a da imagem, conhecidas como economizadoras). Ainda assim, a quantidade de mercúrio presente nestas lâmpadas é residual, pelo que não representam um perigo para a saúde pública.

O assunto está entregue à Agência Portuguesa do Ambiente (organismo integrado no Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território) que publicou recentemente uma informação oficial sobre este tema, integrada no seu site. Para além disso, prevê-se que todas as embalagens de lâmpadas tenham a indicação da existência ou não de mercúrio na sua composição, informação essa a cargo das marcas. Como refere Paulo Diegues, «no caso das lâmpadas que contêm mercúrio (economizadoras ou outras), deve ser indicado aos utilizadores finais o site que devem consultar em caso de quebra acidental da lâmpada».

A Direcção Geral de Saúde elaborou uma lista de medidas a seguir caso uma lâmpada com mercúrio se parta:

1. Desocupar o local e manter as crianças e os animais fora da área afectada.

2. Desligar o sistema de ar condicionado central, caso exista e ventilar o local, abrindo as janelas durante, pelo menos, 15 minutos antes de limpar.

3. É essencial não utilizar aspirador porque vai espalhar as partículas de mercúrio pela casa.

4. Limpar utilizando luvas de borracha e recolhendo os vidros partidos.

5. Limpar as superfícies duras utilizando cartão, por exemplo.

6. Colocar tudo, incluindo o cartão, num saco de plástico.

7. Limpar as superfícies com um pano húmido e colocar o pano, bem como as luvas, no saco de plástico.

8. Evitar a utilização de produtos de limpeza.

9. Na limpeza de carpetes, utilizar fita adesiva para agarrar pequenos pedaços de mercúrio ou de pó residual e, em seguida, colocar no saco de plástico. Não utilizar panos húmidos nos tapetes.

10. O saco de plástico usado deve ser resistente e, no final, deve ser fechado e entregue num centro de recepção de REEE (resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos), ou depositado nos contentores específicos para lâmpadas (partidas ou apenas fundidas), existentes, por exemplo, em alguns centros comerciais.

Onde deixar as vestígios da lâmpada partida

Existem várias empresas que fazem a recolha de resíduos com mercúrio e vários pontos de recepção, até mesmo em centros comerciais:

Amb3E
Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos
Telefone: 800 263 333
Internet: www.amb3e.pt

ERP Portugal
Entidade Gestora de Resíduos
Telefone: 219 119 620
Internet:www.erp-portugal.pt

Texto: Ana Catarina Alberto com Paulo Feliciano Diegues (chefe de divisão de Saúde Ambiental da Direcção Geral de Saúde e Departamento de Fluxos Especiais e Mercados de Resíduos da Agência Portuguesa do Ambiente)

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