Escolha não transfundir unidades de concentrado eritrócitário em doentes hemodinamicamente estáveis, sem hemorragia ativa, sem doença coronária, sem lesão neurocrítica aguda e sem sintomas, se tiverem hemoglobina ≥7,0 g/dL.

A decisão para transfundir deve basear-se numa combinação de vários fatores: valor de hemoglobina, patologias associadas e situação clínica do doente.  O limiar do valor de hemoglobina para transfusão permanece controverso, mas a evidência atual recomenda que seja utilizado um limiar restritivo (<7,0 g/dL) para a maioria dos doentes estáveis sem evidência de oxigenação tecidual inadequada.

Em doentes com doença cardiovascular preexistente recomenda-se um limiar de 8,0 g/dL. Existem ainda outras exceções, nomeadamente doentes com síndrome coronário agudo, com choque séptico e sinais de hipoperfusão refratária, ou com lesão neurocrítica aguda, nos quais devem ser utilizados limiares de hemoglobina mais elevados (a individualizar). No doente com hemorragia ativa aguda, o valor da hemoglobina é um mau indicador da necessidade transfusional, a qual também deve ser individualizada.

A transfusão de uma única unidade de concentrado eritrocitário deve ser o padrão para doentes hospitalizados que não apresentem hemorragia ativa. Só devem ser prescritas unidades adicionais após a reavaliação clínica do doente e do seu valor de hemoglobina.

Cada unidade de sangue transfundida está associada a um aumento de riscos para o doente. Comparativamente a uma política transfusional menos restritiva, o uso de unidades de concentrado eritrocitário para um limiar de hemoglobina

Uma recomendação de:

Colégio da Especialidade de Anestesiologia da Ordem dos Médicos

Colégio da Especialidade de Hematologia da Ordem dos Médicos

Colégio da Especialidade de Imunohemoterapia da Ordem dos Médicos

Colégio da Especialidade de Medicina Intensiva da Ordem dos Médicos

Mais informações em: https://ordemdosmedicos.pt/transfundir-unidades-de-concentrado-eritrocitario-em-doentes-hemodinamicamente-estaveis/

Choosing Wisely Portugal – Escolhas Criteriosas em Saúde é um programa global de Educação para a Saúde que tem como principal objetivo promover escolhas em Saúde baseadas na melhor evidência científica disponível, promovendo a utilização adequada de exames complementares de diagnóstico e reduzindo o número de intervenções desnecessárias, sem eficácia/evidência comprovada e/ou com uma relação risco-benefício desfavorável.

O programa Choosing Wisely Portugal – Escolhas Criteriosas em Saúde preconiza, além de informações dirigidas aos profissionais de saúde, a criação de materiais pedagógicos destinados aos doentes que transmitam as recomendações em linguagem acessível, de forma a promover a literacia em Saúde e contribuir para decisões partilhadas em Saúde.

A informação apresentada nesta recomendação tem um propósito informativo e não substitui uma consulta com um médico. Caso tenha alguma dúvida sobre o conteúdo desta recomendação e a sua aplicabilidade no seu caso particular, deve consultar o seu médico assistente.

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