Ter o direito de escolher o médico a quem confiamos a própria vida é uma exigência cada vez mais presente entre os portugueses.

A impossibilidade de poder optar por um profissional específico no Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a dificuldade de resposta do sector público leva cada vez mais pessoas a recorrerem aos seguros de saúde.

Para garantir que as suas expectativas são correspondidas siga estas orientações e encontre um médico à medida das suas necessidades.

Atributos profissionais

Em Portugal, perante a inexistência de uma entidade a quem os pacientes possam pedir referências sobre as qualificações de determinado médico, como confirma Maria do Céu Machado, alta-comissária para a saúde, a forma mais utilizada para seleccionar um especialista é a voz da experiência alheia.

«Habitualmente, escolhemos médicos de quem já ouvimos falar, por familiares ou amigos que se acharam bem orientados em situações de doença», refere.

Na hora de optar, o tempo de carreira não é sinónimo, defende a alta-comissária para a saúde, de idoneidade, «Não é a quantidade de anos em que exerce a profissão que determina o que é um bom médico. Existem médicos jovens extremamente competentes».

Antes de decidir em que consultório entrar, privilegie, considera, «a competência técnica e a humanidade». Em consulta, há outros sinais a que pode estar atenta: tente perceber se ele a ouve com atenção, se ao falar usa uma linguagem perceptível e se parece ser alguém com quem possa construir uma boa relação profissional. Pode precisar de mais do que uma consulta para perceber que encontrou o médico certo.

Segunda opinião

A representante do Ministério da Saúde defende que a confiança no médico é a postura mais correcta a adoptar, durante as consultas.

«O paciente deve apenas contar a sua história, sem preocupações. O médico é treinado para orientar, interromper e colocar as perguntas adequadas e redireccionar a entrevista, sempre que achar que o doente se esteja a desviar», refere.

Embora se noticiem casos de negligência médica, Maria do Céu Machado defende que é difícil saber quando estamos perante um médico menos capaz. «A nossa percepção pode ter a ver como o modo como o médico deu indicações e não com a competência», justifica.

Sempre que sentir dúvidas ou falta de resposta para a sua situação clínica, a alta-comissária aconselha «a procurar uma segunda opinião e a recorrer a um especialista». Se está insatisfeita, antes de procurar outro especialista, tente explicar ao seu médico as suas preocupações e como gostaria de ser tratada. Talvez exista a possibilidade de ele corresponder às suas expectativas.

Dica

Recorra ao médico de família para uma análise global da sua saúde. Um especialista pode resolver o problema numa área, mas descurar outra em que precise de assistência. Na infância, opte por um pediatra.

Primeira consulta

Pequenos pormenores a ter em conta:

• Repare se a disponibilidade para a consulta é imediata
• Confirme se o médico estará disponível para esclarecer dúvidas ou em situação de urgência
• Verifique se lhe faculta um contacto para emergências ou responde às questões por telefone ou email
• Informe-se sobre quem o substitui no caso de não poder comparecer
• Pergunte em que hospitais trabalha e se tem acordo com a sua seguradora de saúde

Texto: Fátima Lopes Cardoso com Maria do Céu Machado (pediatra e alta-comissária para a saúde)

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