Na guerra contra o envelhecimento é importante conhecer o inimigo. No entanto, não há nada que se possa fazer para impedir a formação de radicais livres, exceto se parar de respirar, o que seria uma medida muito radical. A solução pode estar nos antioxidantes. Estudos in vitro demonstraram que o vinho tinto apresenta uma capacidade antioxidante 30 vezes superior à do soro humano. Por sua vez, o chá verde reduz o stress oxidativo no ADN de indivíduos fumadores. Com a ajuda da nutricionista Maria Paes de Vasconcelos, aprenda a criar um escudo protetor com os alimentos ricos em vitamina C, E e polifenois.

Quando abastecemos o carro, criamos energia e, consequentemente, fumos nocivos. O mesmo acontece no organismo. Ao respirarmos, o oxigénio entra na corrente sanguínea criando a energia de que cada célula necessita para funcionar. No entanto, há um efeito adverso, a formação de radicais livres. Como explica Maria Paes de Vasconcelos, estes «átomos ou moléculas instáveis vagueiam pelo corpo, atacando as células do organismo, na tentativa de roubar eletrões para se tornarem estáveis».

Dá-se, então, a oxidação. «A substância oxidada fica com um eletrão desemparelhado e tenta recuperá-lo na matéria que o rodeia. Ocorre uma cadeia de agressões que degrada os tecidos e órgãos, levando ao mau funcionamento e até à morte das células», explica a especialista, que aponta alternativas para combater o processo.

Fontes de antioxidantes

A nutricionista recomenda o consumo de «citrinos e quivis, que são ricos em vitamina C, óleos vegetais, ricos em vitamina E, e frutos vermelhos, ricos em polifenois». Devem ser consumidos diariamente e não há um limite máximo, no entanto, «no caso dos suplementos já pode haver sobredose de antioxidantes», ressalva.

Para incorporar estes nutrientes na dieta, «1/4 dos alimentos do dia deve ser composto por fruta, 1/4 de legumes ou saladas», diz. O consumo de produtos enriquecidos em antioxidantes só faz sentido, para a nutricionista, se «a alimentação não for equilibrada, completa e variada, por razões várias como as alergias alimentares».

Cozinhar ou não?

Saiba que nem todos os alimentos têm o mesmo poder. O teor antioxidante «varia muito entre os vários alimentos, o grau de maturação e o tempo desde a apanha até à culinária», afirma a nutricionista. Por exemplo, «a vitamina C, que é um bom antioxidante, é bastante termolábil, sendo destruída pelo calor. Isso não quer dizer que deixemos de cozinhar os legumes e a fruta.

Basta assegurar que exista um consumo na forma em cru ou então que seja obtido por outra fonte», refere. «A vitamina E consegue manter-se presente no final da cozedura com gorduras vegetais. Primeiro, porque estes alimentos (óleos vegetais e azeite) são excelentes fornecedores e segundo, porque o tipo de culinária em que são usados é bastante rápido», acrescenta.

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Os nove alimentos que lideram a lista de antioxidantes

1. Maçã Red Delicious

2. Chocolate preto

3. Ameixa seca

4. Vinho tinto

5. Alcachofra

6. Mirtilo

7. Noz

8. Morango

9. Batata doce

Texto: Cláudia Vale da Silva com Maria Paes de Vasconcelos (nutricionista)

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