Em comunicado, o Infarmed disse que a empresa que produz o medicamento se comprometeu a “uma solução de curto prazo, que consiste na distribuição de milhares de unidades de xarope nas farmácias hospitalares e comunitárias”.

A Roche tinha decidido descontinuar, por razões económicas, a produção do Bactrim, que para uso pediátrico não tem alternativa em Portugal.

Ao colocar nas farmácias hospitalares e comunitárias "milhares de unidades", o laboratório restabelece o fornecimento regular do medicamento, mas apenas a curto prazo.

Um comunicado hoje divulgado indica que o Infarmed e a farmacêutica estiveram reunidos na segunda-feira para analisar a situação.

“Para garantir uma boa gestão do ‘stock’ existente, o Infarmed vai emitir uma circular que determinará a utilização prioritária deste medicamento em crianças imunodeprimidas com infeção VIH/sida e cancro”, refere ainda a Autoridade do Medicamento.

No fim de semana, o Infarmed tinha dado conta de que o acesso ao medicamento ia ser garantido, apesar de a Roche ter decidido descontinuar a sua produção por razões económicas.

Esta decisão abrange a fórmula utilizada em adultos, mas é particularmente relevante na que é utilizada na população pediátrica, para a qual existia uma versão em xarope que não tem alternativa no mercado.

Na nota, o Infarmed garantia que o tratamento das crianças não está em causa, tendo autorizado todos os pedidos excecionais de utilização do medicamento submetidos pelos hospitais, que podem assim garantir o acesso através da importação a partir de países que comercializem alternativas.

A toma do xarope pediátrico é particularmente importante para crianças imunodeprimidas, com o sistema imunitário enfraquecido, devido a doenças como o cancro, ou infeção por VIH.

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