O reconhecimento da presidente do conselho de administração da ULSBA, Margarida da Silveira, surge em reação às críticas do PS sobre as "condições inaceitáveis" do Serviço de Urgência Básica (SUB) do Centro de Saúde de Castro Verde, Beja, onde, nos últimos dias, utentes terão esperado mais de sete horas e, alguns, na rua para serem atendidos.

Em resposta a um pedido de reação da agência Lusa, Margarida da Silveira reconhece "a necessidade de criação de melhores condições" no espaço do Centro de Saúde de Castro Verde afeto ao SUB, "designadamente no espaço destinado a sala de espera para os utentes".

"Na próxima semana", será criado "um espaço alternativo mais amplo para espera dos utentes", refere Margarida da Silveira.

Segundo a responsável, em 2014, a ULSBA, em parceria com a Câmara de Castro Verde, começou a elaborar um projeto de ampliação do edifício do Centro de Saúde para "criar um novo espaço, mais amplo, para espera dos utentes".

O projeto está "em fase final" e a obra deverá arrancar este ano, refere Margarida da Silveira

Em relação ao tempo de espera para atendimento no SUB, Margarida da Silveira refere que "é um facto que, nos últimos dias, se tem vindo a registar um maior tempo de espera decorrente de um maior afluxo de utentes e também de situações de doença que requerem da parte dos prestadores de cuidados mais tempo".

O conselho de administração da ULSBA "está a monitorizar diariamente o movimento assistencial do SUB de Castro Verde e poderá reforçar a oferta de cuidados com a abertura de uma consulta aberta no Centro de Saúde para doentes não urgentes", acrescenta.

Segundo o PS, num comunicado enviado à Lusa, na quarta-feira, "nos últimos dias e noites", o tempo de espera para atendimento no SUB de Castro Verde "chegou a superar sete horas".

Houve "vários doentes e acompanhantes a ficarem na rua à espera" de serem atendidos "por falta de espaço na sala de espera, que é muito reduzida e não tem quaisquer condições para garantir aos utentes a necessária privacidade no local de receção e inscrição", refere o PS de Castro Verde.

Segundo os socialistas, a situação "resulta, por um lado, do feroz ataque" do Governo PSD/CDS-PP "contra o Serviço Nacional de Saúde, pondo em causa a prestação de cuidados médicos com qualidade a uma população", que, no caso do concelho de Castro Verde, "está envelhecida e tem poucos recursos".

Por outro lado, continua o PS, a situação "revela também a total incapacidade e falta de vontade" da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo "para resolver o problema grave e há muito tempo identificado no espaço do SUB do Centro de Saúde de Castro Verde, onde é urgente avançar com as necessárias obras de ampliação e melhoramento".

O PS frisa que o SUB do Centro de Saúde de Castro Verde, que funciona 24 horas por dia, serve utentes daquele concelho e dos municípios de Almodôvar e Ourique e de algumas localidades dos concelhos de Aljustrel e Mértola.

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