"Exceto no contexto de ensaios clínicos, o painel (...) recomenda não utilizar os seguintes medicamentos para o tratamento da COVID-19: a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina, devido a potenciais toxicidades", alertou o grupo nas diretrizes clínicas publicadas na terça-feira, que também desencoraja o usa medicação contra o VIH lopinavir/ritonavir.

O painel reúne dezenas de representantes dos institutos nacionais de saúde, organizações profissionais de médicos, universidades, centros hospitalares e agências federais. E formula diretrizes para atender pacientes com o novo coronavírus com base em estudos realizados até o momento.

"Atualmente, nenhum medicamento se demonstrou seguro e eficaz para tratar a COVID-19", afirmou o grupo.

Em relação à administração de apenas hidroxicloroquina, sem o antibiótico azitromicina, o painel explica que não há estudos rigorosos para decidir.

"Se a cloroquina ou a hidroxicloroquina forem usadas, os médicos devem controlar o aparecimento de efeitos secundários no paciente", especialmente aqueles relacionados com o ritmo cardíaco, comuns a estes medicamentos contra a malária, advertiram.

A hidroxicloroquina é fornecida em um tratamento combinado com a azitromicina em muitos hospitais do mundo e essa mistura é especialmente promovida pelo médico francês Didier Raoult. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, inicialmente também se referiu a esse tratamento combinado como um "presente dos céus", mas recentemente - depois de médicos relatarem alguns resultados preocupantes - não voltou a falar da cloroquina.

A nível global, o novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já provocou cerca de 178 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, morreram 785 pessoas das 21.982 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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