Segundo o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), da parte do Ministério da Saúde “não há respostas nem soluções para os problemas” que foram apresentados no caderno reivindicativo e que “estão a pôr em causa a saúde e os cuidados de emergência médica prestados aos cidadãos”.

Rui Lazaro aponta, entre outros motivos, a necessidade de revisão da carreira especial de técnico de emergência pré-hospitalar, publicada em 2016, e que “demonstra já estar muito longe das necessidades do INEM, bem como dos próprios técnicos”.

De acordo com o sindicalista, a atual situação laboral na classe é “comprovada pelo abandono excessivo de profissionais”, que, nos últimos cinco anos, ultrapassou os 300, o que corresponde a mais de 30% de taxa de abandono.

“As centenas de TEPH que a tutela tem permitido contratar ao INEM, não colmatam assim sequer as saídas, muito menos permite o alargamento de meios de emergência médica”, sublinhou Rui Lazaro.

O sindicato fala ainda do Acordo Coletivo de Carreira Especial, cujo processo negocial foi concluído em 2018 e que ainda não foi publicado, e da necessidade de revisão imediata das condições de trabalho, que se têm degradado, com uma frota de ambulâncias “envelhecida e muito dispendiosa”.

Esta greve de zelo, que arrancou às 00:00 de hoje, é decretada por tempo indeterminado.

No pré-aviso, o STEPH garante que “todo o trabalho urgente e emergente continuará a ser garantido em todos os turnos” e que os trabalhadores continuarão a assegurar “o registo da informação clínica de todos os doentes”.

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